Política

Tiago Correia acusa Jerônimo de interferência na AL-BA

Deputado criticou o governador por sugerir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a chamada ‘CPI do Lixo’.”

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Foto: Vaner Casaes / ALBA

O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Tiago Correia (PSDB), criticou nesta quinta-feira (10) a declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos com empresas de limpeza urbana no estado, proposta que ficou conhecida como “CPI do Lixo”.

A fala do governador ocorreu durante uma coletiva de imprensa, ao comentar a tentativa de instalação da CPI do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na AL-BA.

Na ocasião, Jerônimo afirmou que a Assembleia poderia abrir uma CPI “pra ver se descobre alguma coisa”, em referência aos contratos de limpeza, em uma declaração interpretada por críticos como tentativa de retaliação.

Para o deputado Tiago Correia, a manifestação do chefe do Executivo estadual representa uma tentativa de interferência nos trabalhos do Legislativo.

“É mais uma declaração infeliz do governador, que desrespeita a autonomia entre os poderes e tenta interferir nos trabalhos do Legislativo. Quando ele reage e faz uma declaração dessa, ele atinge toda a Casa”, afirmou.

Correia também destacou que a CPI do MST, cuja instalação foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em votação apertada nesta mesma quinta-feira, contou com assinaturas de parlamentares da base e da oposição. Segundo ele, a proposta relacionada à limpeza urbana não teria aderência à competência da AL-BA.

“Esses contratos são firmados por prefeituras e eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos legislativos municipais, não pela AL-BA”, argumentou o líder da oposição.

Ao encerrar sua fala, Tiago Correia sugeriu que o governador encaminhe qualquer denúncia que possua aos órgãos competentes.

“Caso o governador tenha alguma denúncia a fazer, basta encaminhá-la ao Ministério Público. Caso queira muito participar dos trabalhos na Assembleia, pode se candidatar a deputado estadual nas eleições do ano que vem e, se eleito, poderá propor a investigação que quiser”, provocou.

Redação Saiba+

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