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Lula faz publicação sobre o 2 de Julho na Bahia. Veja

Presidente desfilou em carro aberto e destacou importância da data histórica; presença ocorre em meio a queda de popularidade no estado

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O presidente Lula (PT) no desfile do 2 de Julho, em Salvador. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quarta-feira (2), do tradicional cortejo do 2 de Julho em Salvador, data que celebra a Independência da Bahia e a consolidação da independência do Brasil. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da primeira-dama Janja da Silva, Lula desfilou em carro aberto e foi recebido com manifestações de apoio e também de críticas pontuais.

Em publicação nas redes sociais, o presidente celebrou a participação:
“É sempre uma alegria participar da celebração do 2 de Julho, aqui em Salvador. Mais que um marco histórico, essa data simboliza a força do povo baiano e sua importância na construção do nosso país. Obrigado pelo carinho de sempre. Um abraço, Bahia, e até breve!”, escreveu Lula no X (antigo Twitter).

Projeto busca nacionalizar a data histórica

Na véspera do feriado estadual, o presidente enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para instituir o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil, com base nos acontecimentos de 2 de Julho de 1823, quando os baianos expulsaram as tropas portuguesas e consolidaram a independência brasileira.

“É verdade que D. Pedro fez o grito da Independência, todo mundo sabe disso, mas pouca gente sabe que foi no dia 2 de julho de 1823 que, na Bahia, os baianos conseguiram fazer com que os portugueses voltassem para Portugal definitivamente”, afirmou o presidente em vídeo divulgado nas redes sociais.

Apesar de não estabelecer a data como feriado, a proposta visa ampliar o reconhecimento histórico do episódio e reforçar a contribuição da Bahia para a formação do Brasil soberano.

Presença estratégica em meio a queda de aprovação

A presença de Lula em Salvador também teve forte significado político. Dados recentes apontam queda na popularidade do presidente entre os baianos. Pesquisa Quaest realizada no início do ano mostrou 51% de desaprovação ao governo federal no estado, contra 47% de aprovação. Levantamento do Paraná Pesquisas, em março, indicou cenário semelhante: 52,6% desaprovam a gestão, enquanto 44% aprovam.

Diante desse cenário, aliados do Planalto avaliam que a agenda no 2 de Julho foi estratégica para reaproximar Lula do eleitorado baiano, tradicional reduto petista. A ideia é intensificar a presença no estado com entregas do Novo PAC, além do início das obras da ponte Salvador-Itaparica, orçada em R$ 11 bilhões.

Comitiva petista reforça presença

Além de Lula e Jerônimo, o cortejo contou com a presença de ex-governadores Rui Costa (atual ministro da Casa Civil), Jaques Wagner (líder do governo no Senado) e outros nomes ligados ao PT. O ato simbolizou não apenas um evento cívico, mas também uma demonstração de força política e articulação institucional em um momento sensível para a imagem do governo federal no Nordeste.

Redação Saiba+

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