Bahia
Nordeste se articula com Lula para enfrentar tarifaço de Trump
Governadores nordestinos apresentam mapeamento de impactos e buscam alternativas junto ao governo federal para proteger exportações da região
O Consórcio Nordeste está atuando em articulação direta com o governo federal para proteger os setores produtivos dos nove estados da região contra os efeitos do tarifaço de 50% prometido por Donald Trump, que deve entrar em vigor na próxima sexta-feira (2 de agosto).
A mobilização prevê uma série de reuniões estratégicas em Brasília, começando na próxima terça-feira (6), quando os governadores nordestinos participam da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (o Conselhão), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pauta inclui o impacto da nova tarifa americana sobre os produtos brasileiros, com ênfase nos prejuízos para os estados do Nordeste.
No mesmo dia, será realizada uma Assembleia Geral do Consórcio Nordeste, onde os governadores deverão consolidar propostas conjuntas para mitigar as perdas e reforçar a integração econômica regional. **Na quarta-feira (7), uma nova rodada de reuniões está prevista com o presidente Lula, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, no Palácio do Planalto.
Mapeamento técnico e busca por novos mercados
Presidido pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles, o Consórcio Nordeste já entregou ao governo federal um mapeamento técnico e detalhado com os impactos da tarifa estado por estado e por setor. O levantamento inclui a estimativa de perdas econômicas, identificação das empresas e dos principais produtos afetados, como frutas, pescados, calçados e derivados industriais.
Além do diálogo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e com a ApexBrasil, os governadores defendem medidas concretas para ampliar mercados, facilitar a inserção de produtos nordestinos em novas rotas internacionais e fortalecer a logística de exportação.
Segundo Fonteles, “é necessário garantir uma resposta rápida e articulada. O Nordeste tem potencial exportador e não pode ser prejudicado por decisões unilaterais que afetam nossa produção, nossos empregos e a nossa balança comercial.”
A proposta do grupo inclui reforçar a capilaridade das exportações, investir em diversificação de mercados compradores e acelerar a integração portuária e comercial dos estados da região com países da Europa, América Latina, África e Ásia.
