Política

Hugo Motta propõe afastamento de cinco deputados por motim

Medida atinge parlamentares de oposição e situação; decisão será analisada pelo Conselho de Ética nos próximos dias

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Bolsonaristas tumultuaram plenário e se amotinaram. Foto: Wilton Junior/

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta sexta-feira (8) a proposta de afastamento temporário, por até seis meses, de cinco parlamentares envolvidos no motim que tumultuou o plenário nesta semana. A medida será submetida à análise do Conselho de Ética.

Os deputados indicados para a punição são Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Camila Jara (PT-MS). Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, a decisão foi motivada pelo episódio ocorrido quando um grupo de parlamentares ocupou a Mesa Diretora e impediu o início das sessões legislativas após o recesso.

A crise começou na terça-feira (5), quando oposicionistas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bloquearam fisicamente o início dos trabalhos, exigindo que três projetos fossem pautados pelos presidentes da Câmara e do Senado. A obstrução durou mais de 30 horas e só terminou na noite de quarta-feira (6).

De acordo com as representações apresentadas por PT, PSB e PSOL, o deputado Zé Trovão tentou impedir fisicamente Hugo Motta de reassumir a Mesa Diretora. Já Marcos Pollon foi o último a resistir à desocupação, após ter chamado o presidente da Câmara de “bosta” e “baixinho de um metro e 60”.

O caso da deputada Camila Jara (PT-MS) foi incluído após acusação de Nikolas Ferreira (PL-MG), que alegou ter sido empurrado pela parlamentar durante o confronto. A petista nega agressão, afirmando que havia um “empurra-empurra” generalizado e que apenas afastou o colega para restabelecer a ordem.

O presidente Hugo Motta optou por não incluir Paulo Bilynskyj (PL-SP) na lista de afastamentos, ao menos por enquanto. Pessoas próximas à Mesa Diretora estimam que mais de 20 representações deverão chegar ao Conselho de Ética nos próximos dias, incluindo pedidos de suspensão e cassação de outros parlamentares, como Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A expectativa é que o Conselho tenha uma semana de intensos debates, analisando não apenas as punições relacionadas ao motim, mas também outras ações pendentes contra deputados.

Redação Saiba+

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