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Chegadas de brasileiros aos EUA crescem 4,6% até julho, apesar da queda na emissão de vistos

Companhias aéreas ampliam oferta de voos Brasil-EUA para atender aumento no fluxo de viajantes

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Passageiros no aeroporto de Nova York, nos EUA - Bing Guan - 8.jun.2025/Reuters

Os Estados Unidos receberam 1,1 milhão de brasileiros até julho de 2025, um crescimento de 4,6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados preliminares do Departamento de Comércio dos EUA. O número chama a atenção porque contrasta com a queda de 25% na emissão de vistos de turismo e negócios (B1/B2) para o Brasil durante o governo de Donald Trump.

Somente em julho de 2025, o fluxo chegou a 160 mil viajantes, alta de 1,7% frente ao mesmo mês do ano anterior. O Brasil permanece entre os países que mais enviam turistas aos EUA. Desconsiderando os vizinhos Canadá e México, líderes históricos do ranking, os brasileiros ficam atrás apenas do Reino Unido e da Índia.

Companhias aéreas ampliam rotas e passageiros

O aumento da procura também se refletiu nas operações das companhias aéreas brasileiras.

  • A Latam transportou 258 mil passageiros do Brasil para os EUA de janeiro a junho de 2025, contra 243 mil no mesmo período de 2024, e mantém 40 partidas semanais diretas para Boston, Los Angeles, Miami, Nova York e Orlando.
  • A GOL expandiu em 40% a oferta de voos na comparação anual e lançou uma nova rota Miami–Belém.
  • A Azul registrou alta de 50% no número de passageiros, saltando de 125 mil para 188 mil no semestre.
  • Já a American Airlines opera 28 voos semanais, número que subirá para 38 na temporada de verão do Hemisfério Sul.

CVC registra queda nas vendas, mas Orlando volta a crescer

Apesar do aumento nas chegadas, a CVC registrou queda de 9% na venda de pacotes para os EUA até julho. A análise por destino mostra cenários distintos: enquanto Nova York caiu 20%, Orlando cresceu 1%. Segundo Emerson Belan, vice-presidente B2C da operadora, a variação acompanha a flutuação do dólar e o interesse crescente em alternativas como o Caribe all-inclusive.

Com promoções recentes, a empresa já percebe uma retomada: as vendas para Orlando em agosto cresceram 15% em relação a 2024.

Especialistas apontam fatores para o aumento

Para a advogada de imigração Ingrid Baracchini, a alta nas viagens reflete não só a queda temporária do dólar, mas também grandes eventos como a Copa do Mundo de Clubes da Fifa nos EUA. Ela lembra que muitos brasileiros já tinham visto emitido em 2023 e 2024, o que sustenta uma base sólida de viajantes.

“O brasileiro não está com medo de ir. Quem tem visto, viajou, e não houve registros significativos de barramentos na entrada”, afirma Baracchini.

Com a retomada econômica gradual e maior conectividade aérea, a tendência é que os EUA sigam como principal destino internacional dos brasileiros.

Redação Saiba+

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