Brasil
Condenação Bolsonaro: repercussão entre colunistas
Ex-presidente é sentenciado junto com outros sete réus; julgamento histórico reforça recado contra ataques à democracia
Brasília — O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta quinta-feira (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão no processo que investigou a trama golpista após as eleições de 2022.
A decisão marca a primeira condenação de um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado na história do Brasil. Além de Bolsonaro, os outros sete réus do núcleo central da organização criminosa também foram condenados.
Repercussão entre colunistas
O resultado do julgamento foi tema de análises de colunistas:
- Carolina Brígido: avaliou que o STF enviou um recado claro de que crimes contra a democracia não podem ser perdoados por anistia ou indulto, frustrando expectativas de Bolsonaro sobre um possível perdão futuro.
- Ricardo Corrêa: destacou que Bolsonaro foi condenado pelo golpe que ele próprio pregou e alimentou por mais de 30 anos em sua trajetória política.
- Francisco Leali: classificou o julgamento como a “crônica de uma condenação anunciada”, lembrando episódios da juventude de Bolsonaro até sua ascensão ao Palácio do Planalto.
- Fabiano Lana: defendeu que, apesar da gravidade do caso, o momento exige reduzir a fervura social. Para ele, o STF deve concluir os inquéritos em aberto para aliviar a tensão política e evitar que vencedores “tripudiem” sobre o resultado.
Marco histórico
Com a decisão, Bolsonaro se torna inelegível e condenado criminalmente. A dosimetria da pena será detalhada na sequência, mas já ultrapassa 27 anos de prisão, além de abrir precedentes sobre responsabilização de autoridades que atentam contra o Estado Democrático de Direito.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou as acusações de organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio da União.
