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Elon Musk compra US$ 1 bilhão em ações da Tesla e papéis disparam

Aquisição reforça confiança do bilionário no futuro da montadora de veículos elétricos e impulsiona valorização de mais de 7% no pré-mercado americano.

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O CEO da Tesla, Elon Musk Foto: AP

As ações da Tesla abriram a semana em forte alta, após o CEO Elon Musk anunciar a compra de mais de 2,5 milhões de ações da empresa, em um movimento que totaliza aproximadamente US$ 1 bilhão. A aquisição, registrada em documento regulatório, ocorreu na última sexta-feira (12) e já refletiu no mercado: os papéis da montadora subiram mais de 7% nas negociações pré-mercado desta segunda-feira (15).

De acordo com analistas, a compra é interpretada como um sinal de confiança de Musk no futuro da companhia, em um momento de volatilidade e pressões externas. O bilionário adquiriu as ações a diferentes preços, consolidando um aporte bilionário que animou investidores globais.

Pacote bilionário de remuneração em debate

O movimento acontece em meio à expectativa sobre o novo pacote salarial proposto para Elon Musk, que poderá torná-lo o primeiro trilionário do mundo caso atinja uma série de metas agressivas estabelecidas para a Tesla ao longo da próxima década.

Segundo a proposta, Musk poderia receber até 12% da Tesla em ações distribuídas em pacotes condicionados a resultados como aumento significativo na produção de veículos, valorização das ações e crescimento do lucro operacional.

Para atingir a primeira etapa de remuneração, Musk teria de elevar o valor de mercado da Tesla a US$ 2 trilhões, o dobro do atual. No cenário mais ambicioso, para garantir a totalidade do pacote e se tornar o primeiro homem trilionário, seria necessário que a empresa alcançasse US$ 8,5 trilhões, superando em muito o valor da atual companhia mais valiosa do mundo, a fabricante de chips Nvidia.

Desafios e pressões sobre a Tesla

Apesar do otimismo com o aporte de Musk, a Tesla enfrenta um cenário desafiador. A montadora registrou queda nas vendas em 2025, influenciada pela reação negativa de parte do mercado à aproximação do empresário com o presidente Donald Trump.

Além disso, a companhia lida com a forte concorrência das montadoras tradicionais de Detroit e, principalmente, com o avanço das fabricantes chinesas no setor de carros elétricos. A trajetória de Musk também gera apreensão, já que o executivo tem dedicado grande parte do tempo a articulações políticas em Washington.

A definição sobre o novo pacote salarial será votada na reunião anual de acionistas, marcada para 6 de novembro, em um dos encontros mais aguardados do ano por investidores e pelo setor automotivo global.

Redação Saiba+

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