Política
EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky
Medida do governo de Trump congela bens e impõe restrições a Viviane Barci de Moraes; diplomacia brasileira vê avanço institucional preocupante
O governo dos Estados Unidos impôs sanções pela Lei Global Magnitsky à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, estendendo restrições financeiras e legais que aprofundam a tensão diplomática entre Brasil e EUA.
Entre as medidas mais relevantes estão o bloqueio de bens localizados nos Estados Unidos, a proibição de transações financeiras com entidades norte-americanas e restrições à entrada no país. Também foi incluído na sanção o instituto Lex, vinculado à família de Moraes, apontado como possível canal para evasão de sanções.
Essa ação ocorre em meio ao ambiente político inflamado pelas condenações dos atos de 8 de janeiro e pelo debate intenso em torno da autonomia do poder judiciário. Para muitos analistas, a sanção representa uma forma de retaliação do governo americano às decisões do STF que contrariaram interesses de aliados internacionais.
No Brasil, a medida gerou reações imediatas de autoridades que destacam o impacto no princípio da independência judicial, além de provocarem debate sobre soberania e relações exteriores. O governo federal sinaliza que responderá diplomaticamente, enquanto juristas e políticos avaliam se haverá implicações para processos em curso.
O episódio amplia o desafio institucional: além das questões domésticas relativas à lei de anistia, blindagem parlamentar e foro privilegiado, agora o Brasil enfrenta repercussões externas que podem afetar ativos, reputação internacional e cooperação entre países.
