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Paralisação do governo dos EUA entra em vigor após impasse no Congresso

Primeiro shutdown desde 2019 deve deixar milhares de servidores sem salário e pode impactar economia americana

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O Capitólio ao anoitecer em Washington, terça-feira, 30 de setembro de 2025 Foto: J. Scott Applewhite / AP

Os Estados Unidos enfrentam a primeira paralisação do governo desde 2019 após o Congresso não chegar a um acordo sobre o orçamento federal. O chamado shutdown entrou em vigor à meia-noite de terça-feira (30), horário local, atingindo a administração pública e suspendendo serviços considerados não essenciais.

Com a medida, centenas de milhares de funcionários públicos ficarão sem salário até que seja alcançado um consenso entre democratas e republicanos. Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), cerca de 750 mil trabalhadores federais podem ser afetados, gerando perdas de aproximadamente US$ 400 milhões (R$ 2,12 bilhões) a cada semana de paralisação.

O impasse foi provocado por divergências sobre os gastos com saúde. Em votação no Senado, o plano republicano, que previa financiamento até 21 de novembro, obteve 55 votos contra os 60 necessários. Já o projeto democrata, que estendia o orçamento até o final de outubro e previa mais de US$ 1 trilhão em investimentos em saúde, foi rejeitado por 53 votos a 47.

O presidente Donald Trump afirmou que uma paralisação pode trazer “muitas coisas boas”, incluindo cortes em programas apoiados por democratas. Já o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, declarou que a população responsabilizará o governo republicano pelo aumento dos custos de saúde.

O último shutdown, ocorrido entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, durou 35 dias e reduziu o PIB dos EUA em US$ 11 bilhões, segundo o CBO. Analistas apontam que, a cada semana de paralisação, o crescimento econômico pode cair 0,2 ponto percentual.

Com eleições legislativas previstas para novembro de 2026, o cenário de paralisia administrativa amplia a pressão política sobre republicanos e democratas, que buscam evitar desgaste junto ao eleitorado.

Redação Saiba+

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