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Isenção do Imposto de Renda: última cartada do governo?

Medida busca aliviar classe média, mas especialistas alertam para riscos fiscais e inflação

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Em 2022, Lula inaugurou uma nova modalidade das velhas práticas populistas Foto: Wilton Junior

O governo federal anunciou a isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas com rendimento anual de até R$ 5 mil mensais, uma medida que visa aliviar a carga tributária da classe média e estimular o consumo. No entanto, especialistas alertam que a proposta pode representar uma “última cartada” fiscal, com potenciais impactos negativos na economia.

Segundo o economista Luis Eduardo Assis, a isenção pode resultar em perda significativa de arrecadação, comprometendo a capacidade do governo de financiar políticas públicas essenciais. Além disso, a medida pode gerar pressões inflacionárias, especialmente em um cenário de alta nos preços de commodities e custos de produção.

A decisão de isentar uma parcela da população do Imposto de Renda também levanta questões sobre justiça fiscal e a progressividade do sistema tributário, já que os mais ricos continuam contribuindo proporcionalmente mais, enquanto os mais pobres podem ser beneficiados sem que haja uma compensação adequada.

Em contrapartida, o governo argumenta que a isenção pode aumentar o poder de compra da classe média, estimulando o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico. No entanto, a eficácia dessa estratégia dependerá da capacidade de controle da inflação e da manutenção da confiança dos investidores.

A medida também pode afetar a distribuição de renda, já que a isenção beneficia principalmente os que estão próximos da linha de corte, sem necessariamente atingir os mais pobres. Isso levanta dúvidas sobre a real eficácia da política em reduzir desigualdades sociais.

Em resumo, a isenção do Imposto de Renda pode ser vista como uma tentativa do governo de alavancar a economia em um momento de desafios fiscais e econômicos. No entanto, é fundamental que a implementação da medida seja acompanhada de estratégias complementares, como o controle da inflação, a manutenção da confiança dos investidores e a garantia de justiça fiscal, para que seus benefícios sejam sustentáveis a longo prazo.

Redação Saiba+

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