Política
PF aponta ex-nora de Lula em esquema de liberação de recursos do MEC
Investigação revela a atuação de Carla Ariane Trindade na facilitação de contratos de verba pública para empresa suspeita de fraudes em educação
Em desdobramento de uma grande operação da Polícia Federal, foram identificados indícios de que Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atuou para viabilizar a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC) em favor de uma empresa investigada por fraudes. A empresa teria recebido aproximadamente R$ 70 milhões para fornecimento de kits e livros escolares, segundo a apuração.
Segundo os investigadores, Carla foi contratada como intermediária para defender os interesses da empresa junto a órgãos públicos e prefeituras. A atuação dela, segundo a PF, envolvia viagens a Brasília pagas pela empresa, agenda de contatos com gestores do MEC e participação em reuniões estratégicas. A empresa investigada fez uso de empresas de fachada e contratos superfaturados para capturar recursos públicos de forma irregular.
A operação que resultou nessa apuração incluiu mandados de busca e apreensão em residências e empresas ligadas aos investigados, bem como análise de documentos que evidenciam movimentações financeiras suspeitas. A ação também considera a participação de outro empresário que seria ex-sócio de um dos filhos do presidente Lula, o que amplia o escopo da investigação para além da ex-nora.
O caso gera impacto direto na imagem da gestão pública e levanta questionamentos sobre transparência, governança e controle de verbas da educação. A atuação de pessoas próximas ao núcleo político da Presidência, conforme apontam os autos, reforça a necessidade de investigações rigorosas e de resposta institucional rápida, para preservar a credibilidade e o uso correto dos recursos públicos.
