Saúde
Hantavírus em cruzeiro acende alerta internacional após mortes de passageiros
ECDC afirma que não há indícios de mutação da cepa Andes do hantavírus após surto registrado em navio que fazia rota entre Argentina e Cabo Verde.
A confirmação de mortes e novos casos de hantavírus registrados durante um cruzeiro internacional elevou o nível de atenção das autoridades sanitárias em diferentes países. Nesta quarta-feira (13), o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) informou que, até o momento, não existem evidências de que a cepa Andes do hantavírus tenha sofrido mutações após o surto ocorrido a bordo da embarcação.
O episódio ganhou repercussão global após a morte de três passageiros durante a viagem marítima que fazia o trajeto entre a Argentina e Cabo Verde. Além das vítimas fatais, outros sete passageiros tiveram diagnóstico confirmado para o vírus, incluindo uma mulher francesa que permanece em estado crítico. Um oitavo caso ainda é tratado como provável pelas autoridades de saúde.
A situação mobiliza especialistas e órgãos internacionais devido ao histórico da cepa Andes, considerada uma das variantes mais preocupantes do hantavírus por apresentar potencial de transmissão entre humanos em circunstâncias específicas. Apesar disso, o ECDC reforçou que não há sinais de alterações genéticas capazes de indicar maior capacidade de transmissão ou aumento de agressividade do vírus.
As autoridades sanitárias seguem monitorando os passageiros e tripulantes que estiveram no cruzeiro, enquanto equipes médicas realizam rastreamento de contatos para evitar novos casos. O episódio também reacendeu debates sobre protocolos sanitários em viagens marítimas internacionais, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas.
O hantavírus é uma doença viral grave transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, fadiga e dificuldade respiratória, podendo evoluir rapidamente para quadros pulmonares severos.
Especialistas destacam que, embora o surto tenha causado preocupação, não existe indicação de pandemia ou disseminação descontrolada neste momento. Ainda assim, o caso é acompanhado de perto por autoridades internacionais devido ao risco sanitário e ao elevado fluxo de passageiros entre países.
