Política

PF investiga suposto acesso ilegal a inquéritos sigilosos

Conversas encontradas em celular de policial aposentado apontam atuação de grupo especializado em obtenção de informações confidenciais

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A investigação da Polícia Federal sobre a operação Compliance Zero revelou novos indícios envolvendo o uso ilegal de informações sigilosas. De acordo com os investigadores, mensagens encontradas no celular do policial aposentado Marilson Roseno indicam que Henrique teria contratado serviços clandestinos para acessar inquéritos sigilosos em tramitação dentro da própria Polícia Federal.

O material apreendido reforça a suspeita de atuação de um grupo conhecido como “A Turma”, apontado pelas autoridades como uma organização voltada à obtenção irregular de dados confidenciais, monitoramento de investigações e intimidação de adversários. O grupo seria liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”.

Segundo a investigação, os diálogos recuperados no aparelho de Marilson Roseno mostram movimentações internas relacionadas ao acesso de procedimentos sigilosos e possíveis articulações para interferir em investigações sensíveis. O policial aposentado foi preso durante a terceira fase da operação, que ampliou o cerco sobre integrantes suspeitos de operar um esquema clandestino de obtenção de informações.

A Polícia Federal avalia que o grupo atuava de maneira estruturada e possuía contatos capazes de facilitar o acesso a dados restritos de órgãos de investigação. Além disso, os investigadores também apuram denúncias de ameaças contra adversários e ações paralelas voltadas à proteção de interesses específicos.

O caso aumentou a pressão sobre os desdobramentos da operação Compliance Zero, considerada uma das investigações mais delicadas dos últimos meses por envolver possíveis vazamentos de informações internas e atuação de agentes com acesso privilegiado.

Nos bastidores, o avanço das apurações gera preocupação em setores políticos e jurídicos, diante da possibilidade de surgirem novos nomes ligados ao esquema investigado pela Polícia Federal.

Redação Saiba+

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