Polícia

Bope intensifica operação no Tanque após morte de subtenente da PM

Ataque a tiros contra policiais em Jacarepaguá deixou um agente morto e outros feridos na Zona Oeste do Rio

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Agentes do Bope durante ação no Tanque após morte de policial do 18º BPM — Foto: Reprodução

Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram, na manhã desta sexta-feira, uma operação no Morro da Caixa D’Água, no bairro do Tanque, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação ocorre um dia após o subtenente André Luiz Cardoso Eccard, de 49 anos, morrer durante um patrulhamento realizado por policiais do 18º BPM (Jacarepaguá).

De acordo com a Polícia Militar, o grupo de agentes foi surpreendido por criminosos armados enquanto passava pela Rua Virgínia Vidal. Os suspeitos, que estariam em uma motocicleta, efetuaram diversos disparos contra os policiais, provocando uma intensa troca de tiros na região.

O subtenente André Luiz Cardoso Eccard não resistiu aos ferimentos após ser socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O policial integrava a corporação desde o ano 2000 e atuava no combate à criminalidade na Zona Oeste da capital fluminense.

Ainda segundo a PM, outros três agentes ficaram feridos durante o ataque. Um dos policiais sofreu ferimentos provocados por estilhaços nas costas, enquanto os demais foram atingidos na cabeça. Dois deles já receberam alta médica, mas um policial permanece internado sob cuidados médicos.

A operação do Bope tem como objetivo localizar os responsáveis pelo atentado contra os agentes de segurança, além de reforçar o combate ao crime organizado na comunidade. Moradores relataram forte presença policial nas primeiras horas da manhã, com veículos blindados, equipes táticas e bloqueios em pontos estratégicos da região.

A morte do subtenente reacende o alerta sobre a escalada da violência contra policiais militares no Rio de Janeiro, especialmente em áreas dominadas por facções criminosas. O caso também intensificou discussões sobre segurança pública, enfrentamento ao tráfico de drogas e os riscos enfrentados diariamente por agentes das forças de segurança.

Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões realizadas durante a operação. O policiamento segue reforçado em Jacarepaguá e bairros vizinhos, enquanto as investigações avançam para identificar os autores do ataque.

Redação Saiba+

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