Bahia
Inema aponta origem de contaminação em São Tomé de Paripe
Diretor-geral do órgão ambiental afirma que resíduos identificados na área portuária seriam remanescentes de operações industriais realizadas em períodos anteriores.
A contaminação ambiental identificada em uma área localizada em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, voltou ao centro das discussões após novas declarações do diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), Topázio Neto. Segundo o gestor, os resíduos encontrados no local teriam origem em atividades industriais realizadas anteriormente na região.
A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao líder comunitário Lázaro Conceição, conhecido como Lazinho, em conteúdo divulgado nas redes sociais. De acordo com Topázio Neto, as evidências analisadas até o momento indicam que o material contaminante estaria relacionado a resíduos deixados por uma operação anterior da Usiba/Gerdau em área atualmente vinculada ao Terminal Marítimo de Granéis operado pela Intermarítima Portos e Logística.
Segundo o diretor do Inema, o material teria sido enterrado em uma fase anterior de utilização da área e passou a reaparecer ao longo do tempo em razão de processos naturais do solo e das transformações ocorridas no terreno. A movimentação da região e alterações geológicas também estariam entre os fatores que contribuíram para o surgimento dos resíduos na superfície.
O caso tem despertado atenção de moradores, autoridades ambientais e representantes da comunidade local, que acompanham as investigações e aguardam esclarecimentos sobre os impactos ambientais e as medidas que serão adotadas para garantir a segurança da população.
A área em questão integra uma importante região portuária da capital baiana e possui histórico de atividades ligadas ao setor industrial e logístico. Por isso, especialistas destacam a importância de análises técnicas detalhadas para identificar a composição dos resíduos encontrados e determinar possíveis riscos ao meio ambiente e à saúde pública.
As investigações ambientais continuam em andamento e deverão apontar a extensão da contaminação, bem como as responsabilidades relacionadas ao passivo ambiental identificado no local. O trabalho envolve avaliações técnicas, coleta de amostras e estudos que permitam compreender a origem e o comportamento dos materiais presentes na área.
O episódio reforça a relevância do monitoramento ambiental em regiões que possuem histórico de atividades industriais, especialmente em áreas próximas a comunidades urbanas. A expectativa é que os levantamentos realizados pelos órgãos competentes contribuam para a adoção de medidas de recuperação ambiental e prevenção de novos impactos.
Enquanto as apurações avançam, moradores da região seguem acompanhando os desdobramentos do caso, que permanece entre os temas mais debatidos no Subúrbio de Salvador e no setor ambiental baiano.
