Polícia
Polícia investiga rotas de helicópteros que colidiram no Rio
Delegado requisitou os planos de voo das aeronaves para apurar se houve invasão de corredor aéreo antes do acidente que deixou seis mortos.
As investigações sobre a colisão entre dois helicópteros ocorrida no último domingo, na altura do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, entraram em uma nova fase. O delegado Alan Luxardo, titular da 42ª Delegacia de Polícia (Recreio dos Bandeirantes), informou que solicitou à Torre de Controle do Aeroporto de Jacarepaguá os planos de voo das duas aeronaves envolvidas no acidente.
O objetivo da medida é esclarecer se os helicópteros estavam autorizados a utilizar o mesmo corredor aéreo ou se uma das aeronaves teria ingressado em uma rota diferente da prevista, hipótese que poderá contribuir para a reconstrução da dinâmica da colisão.
O acidente resultou na morte de seis pessoas e mobilizou equipes de resgate, peritos e órgãos responsáveis pela investigação da aviação civil. Desde o ocorrido, autoridades trabalham para reunir documentos, registros operacionais e demais elementos que possam explicar as circunstâncias da tragédia.
Os planos de voo são considerados peças fundamentais para a investigação, pois indicam o trajeto previamente autorizado para cada aeronave, além de informações relacionadas ao horário de decolagem, altitude prevista, destino e demais procedimentos operacionais.
Além da análise documental, investigadores também devem avaliar registros de comunicação entre os pilotos e a torre de controle, imagens de monitoramento, dados de rastreamento e laudos periciais produzidos no local do acidente. Todo esse conjunto de informações permitirá verificar se houve falha humana, problema operacional ou qualquer outro fator que tenha contribuído para a colisão.
Especialistas em segurança da aviação destacam que acidentes envolvendo helicópteros exigem uma investigação técnica minuciosa, capaz de identificar todos os elementos que antecederam o impacto. A análise dos corredores aéreos e do cumprimento dos procedimentos de navegação é uma das etapas mais importantes para determinar as responsabilidades, caso sejam constatadas irregularidades.
Enquanto as investigações prosseguem, os destroços das aeronaves permanecem sob perícia, e os órgãos competentes continuam reunindo informações que possam esclarecer as causas do acidente.
As autoridades ressaltam que nenhuma hipótese foi descartada até o momento, e o resultado das análises técnicas será determinante para apontar as circunstâncias que levaram à colisão entre os helicópteros e à morte das seis vítimas.
