Política

“Sob o sol do 2 de Julho, Alagoinhas caminha em direção ao futuro”, por Ludmilla Fiscina

Aniversário do município reforça a importância da emancipação política e destaca o legado de trabalho, autonomia e crescimento da cidade baiana

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Dois de julho, na Bahia, é sinônimo de festa. Em Alagoinhas, a comemoração é dupla. Além de festejar a independência do nosso estado, celebramos o aniversário da cidade, que conquistou a sua emancipação política há trinta anos após a Independência da Bahia, uma data marcada pela inauguração da Câmara Municipal de Vereadores do município. O dia não foi escolhido por acaso ou por coincidência, é uma data que celebra a autonomia e essa conquista foi o primeiro passo para chegarmos até aqui.

O começo de Alagoinhas é marcado pela fé, com uma capela em homenagem a Santo Antônio, enquanto ainda era uma pequena comunidade pertencente a Inhambupe. Em uma região destacada pela esperança, com a abundância de lagoas e rios, antes mesmo da sua emancipação, Alagoinhas se tornou uma parada obrigatória devido ao que suas águas poderiam oferecer. Costumo dizer que água é vida, é o direito mais básico que existe para todos porque é fundamental para a nossa existência. Se Alagoinhas surge do encontro dos viajantes com as águas, ela já nasce cheia de vida, como uma provedora para quem se instalou no local.

E como o seu povo seria diferente? Alagoinhas é terra de quem viaja, de quem busca autonomia, de quem tem força para trabalhar. É a cidade do trabalhador que leva os seus produtos às feiras, do ferroviário que transporta pessoas e sonhos, do professor que ensina mais do que os conteúdos da sala de aula, do religioso que fortalece e propaga a fé. O crescimento do município se deu através do trabalho árduo.
Tenho profundo orgulho em ser filha desta terra, de ter feito história com o trabalho pelas pessoas da cidade enquanto secretária da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Carrego a honra de ser a primeira mulher eleita deputada estadual na região. Não tenho medo de cair no clichê quando digo que pensar no passado me faz refletir sobre o que desejo para o futuro.

Assim como todos que lutam pela prosperidade e pelo desenvolvimento de Alagoinhas, o meu esforço está inscrito na história, mas ainda há muito mais por vir.

O 2 de julho também é um marco da força feminina, mulheres que entraram para a história por sua dedicação na luta pela Independência da Bahia. Em Alagoinhas não é diferente, em cada conversa e cada abraço, sinto a força das nossas mulheres que batalham pela sua autonomia, trabalham pela nossa cidade e constroem uma Alagoinhas mais forte. Como mulher e como mãe de uma menina, sonho com um lugar seguro e onde a gente possa viver livremente e nunca duvidar da nossa capacidade. Para isso ser possível, colaborei com o fortalecimento da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) a fim de reforçar a segurança das nossas mulheres. Por isso, continuo na luta para que todas sejam mais fortes e confiantes em suas missões e possam mostrar a força e a potência do interior baiano.

Sendo Alagoinhas uma cidade do agreste que ainda constrói o seu espaço no cenário econômico, faço questão de levá-la para o centro do debate sobre o desenvolvimento do interior, buscando sempre ações que garantam a autonomia da nossa terra. Sonho com uma cidade cada vez mais saudável, onde nossa gente tenha o bem-estar necessário para trabalhar, estudar e desfrutar de toda a abundância que temos a oferecer. A recente inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte me dá a certeza de que a vida de toda a nossa região vai melhorar. É um orgulho carregar no peito a alegria de ter participado ativamente das discussões para trazer esse equipamento para cá.

Meu maior desejo é ver a nossa população cuidada de forma igualitária, com acesso a serviços de excelência e a tranquilidade para sonhar com um futuro melhor para os seus filhos e netos. Quando vejo a minha filha, desejo que ela se orgulhe da nossa história e tenho como uma obrigação trabalhar ainda mais para que ela possa se sentir acolhida e amada pela cidade em que nascemos e crescemos.

Admito que não é um trabalho fácil, mas encontro forças quando revisito a história da nossa cidade e vejo o esforço no olhar do nosso povo. O coração de Alagoinhas pulsa e a população segue o ritmo da batida. É isso que nos une e nos torna um só.

Parabéns, Alagoinhas, pelos 173 anos de independência.

Redação Saiba+

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