Bahia
Mulheres fazem ato em apoio a ginecologista afastado em Salvador
Manifestação reuniu pacientes em frente a uma UBS após médico ser afastado durante investigação sobre denúncia envolvendo exame ginecológico.
Cerca de 50 mulheres participaram de uma manifestação em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) de Santa Cruz, em Salvador, nesta semana, em apoio ao ginecologista Hosaná Pereira de Santana, afastado de suas funções pela Secretaria Municipal da Saúde. O ato reuniu pacientes e moradores da comunidade, que defenderam a trajetória profissional do médico e pediram que as investigações ocorram com imparcialidade.
O afastamento ocorreu após uma ocorrência registrada na última sexta-feira (10), quando o profissional foi alvo de uma investigação por suspeita de ter utilizado óculos inteligentes com um suposto dispositivo de gravação durante a realização de um exame ginecológico, sem o consentimento da paciente.
Segundo as informações divulgadas, após a denúncia, o médico deixou o local antes da chegada das autoridades. Posteriormente, ele foi localizado e preso em flagrante. Durante a apuração policial, entretanto, não foram encontradas imagens gravadas no equipamento ou em posse do investigado, que acabou obtendo liberdade e seguirá respondendo ao caso conforme o andamento das investigações.
Durante a manifestação, diversas pacientes relataram experiências positivas com o atendimento prestado pelo ginecologista, destacando o histórico de atuação do profissional na comunidade. As participantes também defenderam o respeito ao devido processo legal e afirmaram confiar na apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Entre as manifestantes estava Rita Maria, moradora do bairro e paciente do médico há vários anos. Ela declarou que apoia Hosaná Pereira de Santana e criticou o que considera uma ampla exposição do caso antes da conclusão das investigações, defendendo que todas as circunstâncias sejam esclarecidas.
O episódio continua sendo investigado pelas autoridades, enquanto a Secretaria Municipal da Saúde mantém o afastamento do profissional até a conclusão das apurações. O caso tem repercutido entre moradores da região e reacendido o debate sobre a necessidade de conciliar o rigor das investigações com a preservação dos direitos das partes envolvidas.
