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Einstein integra plataforma global para acelerar pesquisas em saúde
Hospital brasileiro participa de rede internacional que reúne dados de mais de 15 milhões de pacientes para impulsionar tratamentos e inteligência artificial
O Hospital Israelita Albert Einstein passa a integrar um dos maiores projetos internacionais de pesquisa em saúde, reforçando o protagonismo do Brasil na produção científica. A instituição utilizará uma base global de dados clínicos para desenvolver estudos sobre câncer de pâncreas, sepse e inteligência artificial aplicada à medicina, com o objetivo de acelerar descobertas e ampliar a precisão dos tratamentos.
A iniciativa faz parte da Mayo Clinic Platform_Connect, uma rede internacional que conecta hospitais e centros de pesquisa de diferentes países para compartilhar informações de forma segura e anonimizada. O projeto permite que pesquisadores acessem uma base robusta de dados para identificar padrões clínicos, validar novas tecnologias e contribuir para avanços na medicina de precisão.
Entre os primeiros estudos conduzidos pelo Einstein está a análise de dados globais para identificar os tratamentos mais eficazes contra o câncer de pâncreas, considerado atualmente o tipo de neoplasia com maior taxa de mortalidade. Outro foco será o desenvolvimento de pesquisas voltadas ao combate da sepse, condição grave causada por uma resposta desregulada do organismo a infecções e que representa uma das principais causas de morte em hospitais.
Além disso, pesquisadores brasileiros irão validar um algoritmo de inteligência artificial capaz de realizar medições ósseas com maior precisão, tecnologia que poderá contribuir para diagnósticos mais rápidos e assertivos em diversas especialidades médicas.
A plataforma reúne instituições de referência mundial, incluindo hospitais e universidades dos Estados Unidos, Canadá, Israel, Coreia do Sul, Quênia e Brasil. O compartilhamento das informações ocorre exclusivamente dentro do ambiente seguro da plataforma, com dados totalmente anonimizados, em conformidade com as legislações de proteção de dados, privacidade e segurança de cada país participante.
O projeto teve início com uma base de aproximadamente 10 milhões de pacientes da Mayo Clinic, composta por exames laboratoriais, prontuários eletrônicos, informações genômicas e outros registros clínicos. Agora, o Hospital Israelita Albert Einstein concluiu a inclusão de mais de um milhão de registros de pacientes brasileiros, ampliando significativamente o alcance da iniciativa.
Com essa atualização, a plataforma passa a reunir informações de mais de 15 milhões de pessoas distribuídas em sete países e três continentes, criando um dos maiores ecossistemas colaborativos de pesquisa em saúde do mundo. A expectativa é que o intercâmbio de dados acelere o desenvolvimento de novos tratamentos, aperfeiçoe diagnósticos e fortaleça o uso da inteligência artificial na medicina.
