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Brasil se aproxima do limite de carne para a China

País já atingiu 90% da cota anual de exportação de carne bovina brasileira destinada ao mercado chinês em 2026

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O Brasil já atingiu 90% da cota anual estabelecida pela China para a importação de carne bovina brasileira em 2026. O dado foi divulgado pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom) e considera o volume registrado até segunda-feira (10/8).

De acordo com as informações do governo chinês, 995,4 mil toneladas de carne bovina in natura brasileira entraram no mercado asiático desde o início do ano. Para 2026, a cota destinada especificamente ao Brasil foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas.

Com o volume já alcançado, restam aproximadamente 110,6 mil toneladas dentro do limite estabelecido para as exportações brasileiras. O ritmo das vendas ao mercado chinês coloca o Brasil próximo do teto anual previsto no acordo comercial.

Atualmente, a tarifa aplicada à carne bovina brasileira dentro da cota é de 12%. O mercado chinês representa um dos principais destinos para a produção brasileira de proteína animal, tornando a evolução da cota um fator relevante para o setor pecuário e para as exportações do país.

O avanço das compras chinesas também chama atenção para a força da demanda asiática pela carne bovina brasileira. A China tem papel estratégico para os frigoríficos nacionais e para toda a cadeia produtiva ligada à criação, processamento e exportação do produto.

A aproximação do limite anual poderá influenciar o ritmo das exportações brasileiras nos próximos meses, especialmente caso a demanda chinesa continue elevada. O Brasil já utilizou nove de cada dez toneladas previstas na cota de 2026, segundo os dados divulgados pelo governo chinês.

O desempenho reforça a importância do mercado internacional para o agronegócio brasileiro e evidencia a dimensão das relações comerciais entre Brasil e China no setor de proteínas animais.

Com quase toda a cota anual já utilizada, produtores, frigoríficos e exportadores acompanham os próximos movimentos do mercado chinês e possíveis mudanças nas condições de comércio da carne bovina brasileira.

Redação Saiba+

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