Polícia
Três anos sem Mãe Bernadete
Liderança quilombola foi assassinada em Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, e continua sendo lembrada pela defesa dos direitos humanos e das comunidades quilombolas.
O assassinato de Mãe Bernadete, ocorrido em 17 de agosto de 2023, completa três anos e permanece marcado na memória da Bahia e de todo o país. Liderança quilombola e defensora dos direitos humanos, ela foi morta dentro de casa, na comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
A morte da ativista provocou comoção nacional e chamou atenção para a realidade enfrentada por comunidades quilombolas e lideranças que atuam na defesa de seus territórios, direitos e tradições.
Mesmo após a tragédia, familiares, amigos e instituições continuam trabalhando para manter viva a trajetória de Mãe Bernadete. Seu legado permanece associado à luta pela preservação da cultura quilombola, defesa dos direitos humanos e valorização das comunidades tradicionais.
O neto da liderança, Wellington Pacífico, de 25 anos, destaca que a família e a comunidade seguem empenhadas em preservar os ensinamentos deixados por Mãe Bernadete.
“Acredito que, apesar dos desafios cotidianos, que existem em muitas comunidades quilombolas, a gente tem feito um bom trabalho ao preservar o legado dela”, afirmou Wellington.
A trajetória de Mãe Bernadete ultrapassou os limites de Pitanga dos Palmares e ganhou projeção nacional justamente pela atuação em defesa dos direitos da população quilombola. Sua história também passou a simbolizar a resistência de comunidades tradicionais diante dos desafios enfrentados na preservação de seus territórios e de sua identidade cultural.
Três anos depois do crime, a memória de Mãe Bernadete continua presente entre aqueles que conviveram com a liderança e nas ações voltadas à proteção das comunidades quilombolas. O legado deixado por ela permanece como referência para novas gerações que seguem na luta por justiça, respeito e garantia de direitos.
A lembrança da ativista também reforça a importância do debate sobre a segurança de lideranças comunitárias e defensores de direitos humanos. Para familiares e pessoas próximas, manter viva sua história é uma forma de dar continuidade à luta que marcou sua trajetória.
