Bahia

Entregadores de Salvador aderem a breque nacional por aumento nas taxas dos aplicativos

Movimento cobra valor mínimo por entrega, redução de custos e mudanças nas condições de trabalho oferecidas pelas plataformas

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Os entregadores de aplicativos de Salvador aderiram nesta segunda-feira (1º) ao Breque Nacional dos Apps, mobilização que reúne profissionais de diversas regiões do país em busca de melhores condições de trabalho e remuneração.

Entre as principais reivindicações da categoria está a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por viagem de até 4 quilômetros, com acréscimo de R$ 2,50 para cada quilômetro excedente. Os trabalhadores argumentam que os valores atualmente praticados não acompanham os custos envolvidos na atividade.

Durante a paralisação, a orientação dos organizadores é para que os entregadores permaneçam offline nos aplicativos, interrompendo temporariamente a realização de corridas. Em Salvador, alguns profissionais foram vistos trabalhando durante o movimento e chegaram a ser alertados por colegas para aderirem à mobilização.

Segundo José Sousa, representante da categoria na Bahia, uma das principais propostas é pressionar o governo federal pela criação de uma medida que estabeleça parâmetros mínimos para a remuneração dos trabalhadores.

“A ideia primária é mandarmos uma MP para o governo federal nos mesmos moldes que ocorreram com os caminhoneiros, obrigando as plataformas a colocarem o mínimo que a gente está pedindo”, afirmou.

O representante também destacou o peso dos custos para quem trabalha com entregas por aplicativo. Segundo ele, os profissionais precisam de alternativas tecnológicas que reduzam as despesas e ofereçam maior autonomia à categoria.

“Os custos são muito altos, então o trabalhador precisa de uma tecnologia própria que ele mesmo administre e que o custo seja zero”, pontuou.

A mobilização ocorre em meio às discussões sobre remuneração, custos operacionais e direitos dos trabalhadores de aplicativos. Os entregadores defendem que as plataformas revejam os valores pagos por corrida e adotem mecanismos que garantam uma remuneração considerada mais compatível com as despesas enfrentadas diariamente pelos profissionais.

Em Salvador, a paralisação chama atenção para uma categoria que tem participação crescente na dinâmica de entregas e serviços da capital baiana. Os trabalhadores esperam que a mobilização nacional amplie o diálogo com as empresas e com o governo federal.

Redação Saiba+

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