Bahia
Uneb vai analisar peças de sítio arqueológico do Campo Grande
Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da universidade receberá 235 peças encontradas durante obras de expansão da Linha 1 do metrô de Salvador
O Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Estadual da Bahia (LAP/Uneb), localizado no Campus VII, em Senhor do Bonfim, no Centro-Norte da Bahia, vai receber 235 peças encontradas em um sítio arqueológico histórico no Campo Grande, em Salvador.
O material foi localizado durante as obras de expansão da Linha 1 do Sistema Metroviário de Salvador, em uma área situada em frente ao Largo do Campo Grande e ao lado do Forte de São Pedro.
As peças serão encaminhadas ao laboratório da Uneb, que ficará responsável por abrigar, analisar e realizar pesquisas sobre o acervo arqueológico. A iniciativa permitirá ampliar o conhecimento sobre os vestígios encontrados durante as escavações e contribuir para a preservação do patrimônio histórico da capital baiana.
Acervo reúne mais de 218 mil peças
O LAP/Uneb possui um amplo acervo destinado à guarda e pesquisa de materiais arqueológicos e paleontológicos. Atualmente, o laboratório reúne mais de 218 mil peças catalogadas, entre fósseis e artefatos relacionados a diferentes períodos de ocupação humana.
Entre os materiais preservados estão artefatos líticos e cerâmicos, que ajudam pesquisadores a compreender aspectos da presença e das atividades humanas ao longo do tempo.
Durante as escavações realizadas no Campo Grande, o laboratório atuou como instituição de guarda e pesquisa, fornecendo o endosso institucional necessário para o trabalho arqueológico no local.
Vestígios ajudam a contar a história de Salvador
A descoberta do sítio arqueológico durante as obras do metrô chamou atenção para a presença de vestígios históricos em uma das áreas tradicionais de Salvador. A localização, próxima ao Largo do Campo Grande e ao Forte de São Pedro, amplia o interesse científico sobre o material encontrado.
Com a transferência das 235 peças para o LAP/Uneb, pesquisadores poderão realizar análises e estudos sobre os objetos, contribuindo para a identificação de características e possíveis relações com a ocupação histórica da região.
A preservação do material também representa uma etapa importante para garantir que os vestígios arqueológicos encontrados durante a expansão do metrô sejam devidamente catalogados, estudados e mantidos sob guarda institucional.
