Polícia
Ginecologista de 82 anos é investigado por estupro
Paciente afirma que médico teria cometido abusos durante atendimentos realizados entre 2014 e 2022, em consultório particular de São Paulo
O ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de estupro contra uma paciente que teria sido atendida pelo médico entre 2014 e 2022. Segundo o relato da mulher, as consultas começaram quando ela tinha 16 anos e aconteciam em um consultório particular localizado no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.
Atualmente advogada, a paciente, identificada como Esther Neves, relatou que o médico teria adotado comportamentos inadequados durante os atendimentos. Segundo ela, Osmar realizava consultas sem utilizar luvas, fotografava partes íntimas e exibia conteúdo pornográfico durante os encontros.
Paciente relata situações durante consultas
Em depoimento divulgado à imprensa, Esther afirmou que, em uma das situações relatadas, o médico teria sugado seus seios sob a justificativa de verificar uma possível secreção. Ela também contou que o ginecologista teria feito comentários de natureza sexual e apresentado vídeos durante os atendimentos.
A paciente relatou ainda que as consultas não eram cobradas pelo médico, circunstância que, segundo ela, fazia com que ela e a mãe sentissem uma espécie de obrigação em relação ao profissional.
De acordo com Esther, ela chegou a comentar com a mãe sobre comportamentos que considerava estranhos. A jovem afirmou que a mãe dizia que caberia a ela interromper a relação com o médico, mas também considerava Osmar uma pessoa de confiança da família.
Investigação está em andamento
O caso é investigado em um inquérito instaurado no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra, após solicitação do Ministério Público. A apuração busca esclarecer as circunstâncias dos fatos relatados pela paciente e reunir elementos para a investigação.
Osmar Trojan nega as acusações por meio de sua defesa. O advogado Alessandro Fischer Martins Silveira afirmou que confia que, durante o processo, o exercício do contraditório e da ampla defesa permitirá a apresentação das provas necessárias para demonstrar a inocência do médico.
A investigação ainda está em andamento, e as acusações deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis. O médico é investigado, e não há, até o momento, condenação definitiva relacionada ao caso.
