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Proibição das bets ameaça receitas de Bahia e Vitória

Medida anunciada pelo governo pode afetar contratos de patrocínio e expor clubes da Série A a perdas financeiras

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Bahia e Vitória estão entre os clubes brasileiros que podem sofrer impacto financeiro com a proibição das bets no país. A Medida Provisória anunciada pelo governo federal nesta sexta-feira (25) prevê a saída das empresas de apostas do mercado brasileiro e pode atingir diretamente contratos de patrocínio firmados com equipes de futebol.

Dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, 14 possuem contratos com empresas do setor de apostas, de acordo com levantamento citado no relatório da consultoria Convocados. A mudança pode atingir não apenas os clubes, mas também competições esportivas e empresas de comunicação que mantêm acordos comerciais com as plataformas.

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a medida estabelece um prazo para a retirada das plataformas e campanhas publicitárias relacionadas às apostas. Conforme o texto divulgado, o mercado deverá deixar de operar até 5 de outubro, às 23h59, caso a MP produza seus efeitos conforme previsto.

Impacto nos clubes

O futebol brasileiro passou a depender cada vez mais dos investimentos das casas de apostas nos últimos anos. Segundo dados apresentados pela consultoria Convocados, o mercado de apostas deve movimentar aproximadamente R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026.

Os patrocínios das bets passaram a ocupar espaços de destaque nos uniformes dos principais clubes do país, além de placas, propriedades comerciais e acordos de naming rights.

Na Bahia, um dos exemplos mais conhecidos é a Casa de Apostas Arena Fonte Nova, nome adotado pelo estádio desde o início de 2024 após um acordo comercial com uma empresa do setor.

Bets ganharam espaço no futebol

A presença das casas de apostas no futebol brasileiro cresceu de forma significativa desde 2022. Além dos contratos com clubes, empresas do segmento passaram a investir em grandes competições nacionais.

A Betano, por exemplo, conquistou acordos de naming rights de competições como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Supercopa, ampliando a presença das marcas de apostas no calendário esportivo nacional.

Diante da possibilidade de proibição, clubes e entidades ligadas ao futebol passaram a discutir os impactos econômicos da medida. Em setembro, equipes brasileiras divulgaram um manifesto em defesa da manutenção de um mercado regulado de apostas, alertando para possíveis consequências financeiras de uma saída repentina das empresas do setor.

Segundo estimativas citadas no levantamento, os patrocínios de casas de apostas representam entre 10% e 20% das receitas anuais de clubes da Série A. Para equipes como Bahia e Vitória, a eventual interrupção desses contratos pode exigir a busca por novas fontes de receita e a revisão de acordos comerciais.

A medida ainda deverá passar pela análise do Congresso Nacional, responsável por avaliar a validade da Medida Provisória dentro do processo legislativo. Enquanto isso, clubes, empresas e entidades esportivas acompanham os próximos passos e os possíveis efeitos da mudança sobre o futebol brasileiro.

Redação Saiba+

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