Bahia
Manifestação cobra liberdade para advogados presos
Familiares, amigos e integrantes da advocacia protestaram em frente ao TJ-BA e pediram respeito às garantias legais e melhores condições de custódia
Advogados, familiares e amigos dos dez profissionais presos durante a Operação Sintonia de Gravata realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (28), em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
O ato teve como foco reivindicações relacionadas à liberdade dos investigados, ao devido processo legal, às prerrogativas da advocacia e às condições de custódia dos profissionais que permanecem presos preventivamente.
A mobilização ocorreu após a Primeira Câmara Criminal do TJ-BA negar, por unanimidade, os pedidos de habeas corpus apresentados em favor dos dez advogados. Com a decisão, as prisões preventivas foram mantidas.
Atualmente, os homens permanecem custodiados na Cadeia Pública de Salvador, enquanto as mulheres estão em uma unidade destinada à custódia diferenciada de profissionais da advocacia.
Durante a manifestação, familiares demonstraram preocupação com a situação dos investigados e cobraram uma definição sobre o andamento do processo. Rosângela Dias de Almeida Mota, mãe de um dos presos, relatou o impacto da prisão para as famílias e questionou a situação dos profissionais enquanto aguardam novas decisões judiciais.
“A gente está muito preocupado com nossos filhos que estão lá dentro. A gente está muito preocupado tanto com a saúde deles”, afirmou Rosângela durante o protesto.
A familiar também relatou supostas dificuldades relacionadas à higiene e à infraestrutura das unidades de custódia. Segundo ela, parentes precisam levar itens para auxiliar os advogados durante o período de permanência nos locais e recebem relatos sobre problemas estruturais.
Entre as situações mencionadas por Rosângela estão chão molhado e a presença de ratos e baratas. As declarações foram feitas durante a manifestação e representam o relato de uma familiar de um dos investigados.
O protesto reforçou a cobrança das famílias e de integrantes da advocacia por respostas sobre a situação processual dos dez presos. Enquanto os pedidos de habeas corpus já apresentados foram negados pela Primeira Câmara Criminal, os investigados permanecem à disposição da Justiça e o caso segue em tramitação.
