Política

PT já mira sucessão de Jerônimo na Bahia

Reeleição do governador abre discussão sobre o nome que poderá representar o grupo na disputa pelo Palácio de Ondina em 2030

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A reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) para o Governo da Bahia, confirmada neste domingo (4), garante ao grupo político mais quatro anos à frente do Executivo estadual e já coloca no centro do debate a sucessão para 2030. O governador foi reeleito no primeiro turno com 55,41% dos votos válidos, enquanto ACM Neto (União Brasil) terminou a disputa com 44,11%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com o novo mandato, o PT baiano terá de lidar antecipadamente com a discussão sobre quem poderá representar a base governista na próxima eleição para o Palácio de Ondina. Como Jerônimo não poderá disputar uma nova reeleição consecutiva ao cargo, a escolha do futuro nome tende a ganhar espaço dentro da própria aliança.

Entre os nomes citados nos bastidores está o do secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, que teve papel de destaque na campanha de Jerônimo. Loyola chegou a assumir a coordenação-geral da campanha à reeleição, posição que ampliou sua exposição política dentro do grupo governista.

A eventual indicação de Loyola, porém, não está definida. A composição da sucessão dependerá das articulações internas do PT e dos partidos aliados, além do cenário político que será formado ao longo dos próximos anos.

A eleição de 2026 também manteve a disputa entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto como um dos principais eixos da política baiana. O resultado deste domingo encerra o atual confronto eleitoral, mas a força das duas principais forças políticas do estado deverá continuar influenciando as articulações para os próximos ciclos eleitorais.

Cenário nacional também pesa nas articulações

A política baiana estará inserida, ainda, em um cenário nacional marcado pela disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Os dois candidatos foram os mais votados no primeiro turno, segundo dados da Justiça Eleitoral.

A formação das alianças nacionais e seus possíveis reflexos nos estados poderão influenciar as relações entre partidos e lideranças ao longo do novo mandato de Jerônimo. Na Bahia, o governador terá pela frente quatro anos para conduzir a gestão estadual e, paralelamente, participar das articulações políticas que deverão definir o grupo que buscará sua sucessão em 2030.

Redação Saiba+

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