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Dois advogados são presos em operação que investiga comunicação entre facção criminosa e presos no Ceará
Operação Elo Oculto cumpriu oito mandados em quatro municípios cearenses e apura o repasse de mensagens entre um líder de organização criminosa preso e integrantes que estão em liberdade.
Dois advogados foram presos na manhã desta sexta-feira (9), durante a Operação Elo Oculto, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para investigar uma suposta rede de comunicação entre um chefe de organização criminosa custodiado no sistema prisional e integrantes do grupo que permanecem em liberdade.
A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e resultou no cumprimento de oito mandados judiciais, sendo quatro de prisão e quatro de busca e apreensão. As diligências ocorreram nos municípios de Caucaia, Fortaleza, Itaitinga e São Gonçalo do Amarante.
Segundo o Ministério Público, os dois advogados são apontados como responsáveis por intermediar e encaminhar mensagens entre o líder da organização criminosa e pessoas fora do sistema prisional. Entre os outros alvos dos mandados de prisão estão um detento e uma pessoa suspeita de também participar do repasse dos comunicados.
Investigação apura comunicação de dentro do presídio
As investigações identificaram uma estrutura que, conforme o MPCE, possibilitaria a transmissão de mensagens, orientações e informações entre o interior da unidade prisional e o ambiente externo. O mecanismo investigado teria permitido a manutenção de contatos e articulações mesmo com a liderança do grupo encarcerada.
A Operação Elo Oculto tem como objetivo interromper esse fluxo de comunicação e impedir que o sistema prisional seja utilizado para coordenar atividades relacionadas à organização criminosa.
O Ministério Público informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias dos fatos, determinar a participação de cada suspeito e verificar se outras pessoas estão envolvidas na rede investigada.
Polícia Civil e administração penitenciária participaram da ação
A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Ceará e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP).
As diligências buscam reunir elementos para aprofundar a investigação sobre a suposta estrutura de comunicação e a atuação dos envolvidos. A apuração segue em andamento.
