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Neymar é criticado após rir de publicação sobre ato por Marielle
Atacante reagiu com emoji de gargalhada a vídeo que ridicularizava uma manifestante durante homenagem a Marielle Franco; irmã da ex-vereadora condenou o deboche.
O atacante Neymar Jr. foi alvo de críticas nas redes sociais após reagir com um emoji de gargalhada a uma publicação que ridicularizava uma mulher durante uma manifestação em homenagem à ex-vereadora Marielle Franco e ao motorista Anderson Gomes, assassinados em março de 2018, no Rio de Janeiro.
O episódio ganhou repercussão após a circulação de um vídeo que mostrava uma manifestante segurando um cartaz enquanto participantes do ato entoavam a frase “Marielle, presente”, expressão que se tornou símbolo da memória da parlamentar. Na sequência, a gravação destacava os pelos nas axilas da mulher e acrescentava uma frase debochada sobre sua aparência.
A publicação foi compartilhada pelo deputado federal Rafael Satiê (PL), que também fez comentários sobre a aparência da manifestante. A reação de Neymar ao conteúdo provocou indignação entre internautas, que questionaram a postura do jogador diante de uma homenagem às vítimas de um crime que marcou a política brasileira.
Anielle Franco critica atitude do jogador
A repercussão também motivou uma manifestação de Anielle Franco (PT), irmã de Marielle e deputada federal pelo Rio de Janeiro, que criticou o deboche relacionado à memória da ex-vereadora.
Em publicação nas redes sociais, Anielle afirmou que a história da irmã não deve ser motivo de piada e destacou a atuação de Marielle na defesa da justiça e dos direitos humanos. Ela também lamentou que uma personalidade com a visibilidade de Neymar interagisse com um conteúdo que ridicularizava uma mulher durante um ato em memória de uma pessoa assassinada.
A manifestação reforçou o debate sobre o respeito à memória das vítimas de violência política e a responsabilidade de figuras públicas diante de conteúdos que ganham ampla circulação nas redes sociais.
Assassinato de Marielle Franco
Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, na região central do Rio de Janeiro. A vereadora do PSOL voltava de um evento voltado a mulheres negras, realizado na Lapa, quando o carro em que estava foi atingido por disparos.
O crime teve grande repercussão nacional e internacional e se tornou um marco nas discussões sobre violência política, direitos humanos e proteção de representantes públicos.
A homenagem que motivou a polêmica buscava manter viva a memória de Marielle e Anderson. O episódio envolvendo Neymar ampliou a discussão nas redes sociais sobre os limites do humor, o respeito às vítimas e o impacto das manifestações de pessoas com grande alcance público.
