Polícia
Operação prende três suspeitos por venda de remédios oncológicos falsificados
Segunda fase da Operação Laziosi mira distribuidora apontada como peça central do esquema; Justiça também determinou bloqueio de até R$ 15 milhões e suspensão de sete empresas.
Três pessoas foram presas nesta quinta-feira (5) durante a segunda fase da Operação Laziosi, que investiga a comercialização de medicamentos oncológicos falsificados e um possível esquema de lavagem de dinheiro em São Paulo. Entre os principais alvos está a distribuidora Nacionalfarma, apontada pelas autoridades como uma das estruturas centrais do suposto esquema criminoso.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em conjunto com a Polícia Civil. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão na capital paulista e em municípios do interior do estado.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados, além da suspensão das atividades de sete empresas suspeitas de participação nas irregularidades.
Investigação aponta funções dos suspeitos
Os três presos foram identificados como Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa. Segundo as investigações, Nalva seria responsável pelo controle da distribuidora Nacionalfarma, enquanto Petter atuaria na intermediação com o mercado hospitalar. Já Sharlene é apontada como participante das movimentações financeiras por meio de empresas ligadas ao grupo.
As apurações tiveram início em 2024, depois que um fabricante identificou a comercialização de um medicamento imunoterápico falsificado destinado a um hospital da cidade de São Paulo. Análises laboratoriais realizadas posteriormente constataram que o produto não apresentava o princípio ativo esperado.
Distribuidora continuou funcionando após primeira operação
A primeira fase da Operação Laziosi foi deflagrada em novembro de 2024. Mesmo após a ação policial, a distribuidora investigada teria continuado em funcionamento, segundo as apurações.
Fiscalizações realizadas pela Vigilância Sanitária de Araraquara identificaram que a empresa permanecia ativa. Os agentes também apontaram dificuldades para realizar inspeções no estabelecimento, atribuídas à responsável pela distribuidora.
A nova etapa da operação busca aprofundar a investigação sobre a circulação de medicamentos falsificados, a participação das empresas envolvidas e as possíveis movimentações financeiras destinadas à lavagem de dinheiro.
O caso chama a atenção para os riscos da comercialização irregular de medicamentos oncológicos, produtos essenciais em tratamentos contra o câncer e que exigem controle rigoroso de procedência, composição e distribuição.
