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Empresa de Virginia Fonseca recebeu R$ 17,7 milhões via Pix

Cinco transferências feitas por empresa ligada ao advogado Willer Tomaz estão sob análise em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao mercado de apostas.

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Uma movimentação financeira de R$ 17,7 milhões envolvendo a empresa Talismã Digital, pertencente à influenciadora Virginia Fonseca, entrou no radar das autoridades que investigam um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado ao setor de apostas.

De acordo com informações divulgadas inicialmente pela revista Piauí e confirmadas pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (6), a empresa recebeu cinco transferências via Pix realizadas pela AMP Pay Marketing e Negócios, companhia atribuída ao advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal (PF).

Os repasses ocorreram entre março e setembro de 2024, período em que Virginia Fonseca realizava campanhas publicitárias para a plataforma de apostas Blaze.

Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que o próprio Willer Tomaz declarou ser sócio ou acionista da AMP Pay em um e-mail encaminhado ao Magnum Bank, instituição financeira da qual era cliente naquele ano.

Banco identificou operações como atípicas

A movimentação financeira chamou a atenção do Banco Santander, que identificou as transferências como operações atípicas e comunicou o caso ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Um dos pontos que despertaram questionamentos foi a diferença entre o volume de recursos movimentados e o enquadramento tributário da empresa responsável pelos pagamentos.

Transferências levantaram questionamentos sobre o Simples Nacional

Conforme os documentos relacionados à investigação, a AMP Pay está registrada no Simples Nacional, regime tributário destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Entretanto, somente os cinco repasses destinados à empresa de Virginia Fonseca somaram R$ 17,7 milhões em sete meses, valor equivalente a aproximadamente 3,7 vezes o limite anual de faturamento previsto para empresas enquadradas nesse regime.

A diferença entre os valores movimentados e o limite tributário foi um dos elementos que motivaram a comunicação das operações consideradas suspeitas às autoridades financeiras.

O caso integra as apurações sobre possíveis irregularidades financeiras relacionadas ao mercado de apostas. A identificação de movimentações atípicas, porém, não representa, por si só, comprovação de crime ou de participação dos envolvidos em um esquema ilegal.

Redação Saiba+

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