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Investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC cita Marcola e Deolane
Operação Vérnix apura suposto esquema de movimentação de recursos atribuídos à facção criminosa por meio de empresas e pessoas interpostas; investigados contestam as acusações.
Uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes em uma penitenciária de São Paulo, chegou a nomes conhecidos nacionalmente, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), o Marcola, e a influenciadora digital Deolane Bezerra. A apuração integra a Operação Vérnix, que investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída à organização criminosa.
Segundo as informações da investigação, o esquema teria utilizado empresas e pessoas interpostas para movimentar recursos financeiros supostamente ligados à facção.
Além de Marcola e Deolane, aparecem entre os investigados Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão de Marcola; Paloma Sanches Herbas Camanho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, apontados como sobrinhos dele; além de Everton de Sousa, conhecido como “Player”.
Defesas contestam acusações do Ministério Público
O caso voltou a ganhar movimentação na Justiça nesta semana. Na terça-feira (4), o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de integrantes da família Camacho, apresentou uma manifestação contestando as acusações formuladas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A defesa argumenta que os elementos reunidos durante a investigação não seriam suficientes para comprovar a responsabilidade criminal atribuída aos investigados.
Os advogados também levantam questionamentos sobre possíveis irregularidades nos procedimentos que deram origem à operação. José Albino Neto, responsável pela defesa de Everton de Sousa, também apresentou críticas à condução das apurações.
Todos os investigados negam as acusações, e as manifestações das defesas fazem parte da discussão judicial sobre as provas e os procedimentos adotados durante a investigação.
Bilhetes apreendidos em presídio deram origem à investigação
A apuração começou em 2019, quando policiais penais encontraram bilhetes que circulavam entre detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.
O material apreendido continha informações sobre a organização interna do PCC, a atuação de integrantes apontados como lideranças da facção e possíveis planos de ataques contra agentes públicos.
A partir da análise dos documentos, os investigadores aprofundaram as diligências e chegaram a uma transportadora instalada no município. Conforme os desdobramentos judiciais da investigação, a empresa teria sido utilizada como instrumento para operações de lavagem de dinheiro.
Operação Vérnix investiga estrutura financeira da facção
A Operação Vérnix busca esclarecer como recursos supostamente ligados ao PCC teriam sido movimentados por meio de estruturas empresariais e de terceiros.
O objetivo das apurações é identificar possíveis mecanismos de ocultação da origem do dinheiro e a participação dos investigados nas movimentações financeiras.
Com as novas manifestações apresentadas pelas defesas, o caso segue em discussão na Justiça. A investigação reúne suspeitas que envolvem integrantes apontados como próximos à estrutura do PCC e outras pessoas de grande exposição pública, mas as acusações ainda dependem da análise judicial e da comprovação de responsabilidades individuais.
