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Vazamento de dados atinge mais de 11 milhões de chaves Pix

Banco Central e CNJ confirmam acesso indevido ao Sisbajud, mas garantem que informações bancárias sigilosas não foram expostas

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O CNJ disse que o problema foi 'imediatamente identificado, corrigido, e o sistema voltou a operar normalmente' Foto: Rômulo Serpa/Agência CNJ

O Banco Central (BC) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmaram, na noite desta quarta-feira (23), a ocorrência de um acesso indevido ao Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), entre os dias 20 e 21 de julho. O incidente comprometeu dados cadastrais de mais de 11 milhões de pessoas físicas com chave Pix, o que representa cerca de 7% dos usuários do sistema.

Segundo os órgãos, não houve vazamento de dados sensíveis como senhas, saldos, movimentações financeiras ou qualquer informação protegida por sigilo bancário. As informações acessadas indevidamente envolvem dados cadastrais simples, como nome completo, chave Pix, nome da instituição financeira, número da agência e da conta — dados que, isoladamente, não permitem movimentações ou acesso a contas bancárias.

De acordo com o Banco Central, o caso está sendo apurado com rigor, e a Polícia Federal (PF) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já foram formalmente notificadas. A instituição também frisou que, embora a legislação não exija a comunicação pública, decidiu informar a sociedade como parte do seu compromisso com a transparência institucional.

O CNJ declarou que o problema foi identificado e corrigido imediatamente, e que o sistema já opera normalmente. Um canal exclusivo será disponibilizado no site oficial www.cnj.jus.br para que os cidadãos possam consultar se seus dados foram expostos. Não serão feitos contatos por SMS, e-mail ou telefone, alertou o órgão, orientando os usuários a desconsiderarem qualquer tentativa de comunicação fora do canal oficial.

A ocorrência acende o alerta sobre segurança digital no setor público, especialmente em sistemas que envolvem dados financeiros e judiciais. Apesar de não haver impacto direto nas contas ou prejuízo material até o momento, o episódio reforça a importância da proteção de dados pessoais no ambiente digital brasileiro.

Redação Saiba+

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