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AlphaEarth Foundations: a fusão do Google Maps com a inteligência do ChatGPT

Novo sistema reúne dados globais de 2017 a 2024 e promete revolucionar o estudo da Terra com respostas precisas e interativas

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No novo modelo, toda a superfície da Terra foi dividida em quadrados de 10 m2. Foto: Lina /Adobe Stock

O Google acaba de apresentar o AlphaEarth Foundations (AEF), uma plataforma inovadora que reúne todas as informações disponíveis sobre o planeta coletadas entre 2017 e 2024. A tecnologia combina a capacidade de mapeamento do Google Maps com a inteligência conversacional de sistemas como o ChatGPT, permitindo que usuários façam perguntas complexas sobre a superfície da Terra e recebam respostas imediatas.

No Google Maps, é possível visualizar imagens de satélite e sobrepor camadas como nomes de ruas e condições de tráfego. O AEF expande essa lógica a um nível inédito: cada ponto da superfície terrestre — dividido em quadrados de 10 m² — reúne séries históricas de dados como fotografias, informações meteorológicas, tipo de solo, vegetação, uso do terreno, variações climáticas e eventos históricos.

A base de dados inclui sensores ópticos, radares, satélites meteorológicos, medições de gravidade e altimetria, além de indicadores ambientais como evapotranspiração, emissão de luz e cobertura agrícola. Todo esse material foi processado por inteligência artificial para criar um modelo interativo que responde a perguntas como um assistente virtual, mas com informações espaciais e temporais detalhadas.

O objetivo inicial é disponibilizar o AEF para a comunidade científica, oferecendo uma ferramenta robusta para monitoramento ambiental, previsão climática, gestão de recursos naturais e análise histórica de transformações geográficas. No entanto, é esperado que versões adaptadas cheguem ao público em geral nos próximos anos, potencialmente integradas a dispositivos móveis.

O trabalho técnico que embasa a novidade está disponível no estudo “AlphaEarth Foundations: An embedding field model for accurate and efficient global mapping from sparse label data”, publicado no repositório científico arXiv.

Redação Saiba+

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