Bahia

Professora é brutalmente agredida por zelador em prédio no Rio Vermelho

Vítima de 48 anos está em coma induzido no HGE; ataque foi registrado como tentativa de feminicídio

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Zelador foi filmado carregando a gasolina utilizada no incêndio Crédito: Reprodução

Enquanto moradores de um prédio no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, tentavam conter um incêndio no primeiro andar do edifício, uma professora de 48 anos era brutalmente agredida pelo zelador do condomínio, identificado como Osvaldo Conceição Ferreira. O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (27) e foi registrado pela Polícia Civil como tentativa de feminicídio.

De acordo com testemunhas, o agressor teria ateado fogo no corredor do primeiro andar do prédio Condomínio Morro das Pedras, gerando pânico entre vizinhos. Em seguida, atacou violentamente a moradora, que foi socorrida inconsciente por militares e levada ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece em coma induzido e entubada na sala vermelha. Segundo amigos que a acompanham, a vítima sofreu diversos traumas no rosto e fraturas em duas costelas.

O zelador, após o ataque, se jogou do primeiro andar e também foi encaminhado ao HGE, sob custódia policial.

Histórico de assédio e denúncias

Documentos revelam que em janeiro de 2023, a professora já havia registrado no livro de ocorrências do condomínio um episódio de assédio praticado por Osvaldo. Na ocasião, ele teria convidado a vítima para beber vinho em um sábado à noite, o que a deixou desconfortável. Em depoimento, amigos e vizinhos confirmaram que o funcionário costumava apresentar comportamento abusivo, além de ser visto embriagado com frequência.

Investigação

A delegada Zaira Pimentel, responsável pelo caso, afirmou que a ocorrência inicialmente foi tratada como incêndio criminoso, mas logo passou a ser investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“No hospital, nós constatamos que se tratava de dano qualificado pelo uso de gasolina e tentativa de feminicídio. Não porque vítima e agressor tinham relação afetiva, mas pela desconsideração da condição de mulher da vítima”, explicou a delegada.

Moradores do prédio relataram ainda que o zelador demonstrava comportamentos agressivos contra pessoas de quem não gostava, além de falhas no desempenho de suas funções. A polícia investiga se ele teria agido em retaliação por temer uma possível demissão.

A professora segue em estado grave, e a investigação continua reunindo depoimentos de moradores e pessoas próximas para esclarecer as motivações do crime.

Redação Saiba+

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