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Rússia lança maior ataque a Kiev e deixa 15 mortos

Missão da União Europeia foi atingida e crise diplomática se intensifica com novos bombardeios

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A Rússia lançou nesta quinta-feira (28) o ataque mais letal contra Kiev desde o início da guerra, deixando 15 mortos e 38 feridos. A ofensiva também atingiu a missão da União Europeia na capital ucraniana, ampliando a pressão internacional sobre o Kremlin e afastando ainda mais a possibilidade de uma cúpula entre Vladimir Putin e Volodimir Zelenski.

Segundo autoridades ucranianas, a ação envolveu 598 drones de ataque e 31 mísseis, incluindo modelos hipersônicos Kinjal e balísticos Iskander-M. Apesar de a defesa aérea afirmar ter abatido a maioria dos alvos, áreas residenciais, fábricas de drones e entroncamentos ferroviários foram destruídos. Mais de 60 mil pessoas ficaram sem energia elétrica apenas na região de Vinnitsia.

Do lado russo, o Ministério da Defesa declarou que os alvos eram “militares e energéticos”. Já o presidente ucraniano, Zelenski, afirmou em suas redes que “a Rússia escolhe mísseis balísticos em vez da mesa de negociação”.

Em resposta, a Ucrânia atingiu pela primeira vez em meses um navio militar russo no mar de Azov, uma corveta da classe Buian-M, que teria sofrido danos e sido impedida de participar do ataque. Moscou não confirmou oficialmente, mas analistas militares apontaram prejuízos à embarcação.

No campo diplomático, a ofensiva foi duramente condenada. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, pediu à Rússia que “pare com os ataques indiscriminados e aceite uma paz justa e duradoura”. O presidente francês Emmanuel Macron e o premiê britânico Keir Starmer também condenaram Moscou, enquanto líderes europeus pressionam por novas sanções.

Este foi um dos maiores ataques desde o início da guerra, e ocorre em meio ao fracasso das tentativas de mediação lideradas por Donald Trump, que buscava colocar Putin e Zelenski frente a frente em uma negociação de cessar-fogo.

Com o avanço russo em Donetsk e a crescente escalada militar, especialistas avaliam que o tempo favorece Moscou, enquanto a Ucrânia enfrenta dificuldades logísticas e maior dependência de apoio externo.

Redação Saiba+

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