Brasil
Governo corta recursos do PAC e reduz obras até 2026
Ajustes no orçamento diminuem investimentos em projetos de infraestrutura e impactam cronogramas de entrega
O Governo Federal anunciou cortes significativos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), medida que deve reduzir o volume de recursos destinados a obras em andamento até 2026. A decisão foi tomada em meio ao esforço de equilíbrio fiscal, mas já gera preocupação entre estados, municípios e setores da construção civil.
Segundo técnicos do governo, o ajuste orçamentário visa preservar o espaço fiscal diante do aumento das despesas obrigatórias. Na prática, isso significa que menos projetos estruturantes receberão aporte imediato, com risco de atrasos em áreas estratégicas como infraestrutura, saneamento, saúde e educação.
Impacto nas obras
De acordo com as projeções, diversas obras poderão sofrer lentidão ou suspensão temporária por falta de recursos, incluindo rodovias, hospitais e conjuntos habitacionais. O governo avalia priorizar apenas os empreendimentos considerados essenciais ou de maior retorno social.
Especialistas alertam que a decisão pode afetar diretamente a geração de empregos na construção civil, além de comprometer a meta de entrega de projetos até o final do atual mandato. Governadores e prefeitos já articulam negociações para evitar que empreendimentos em fase avançada fiquem paralisados.
Repercussão política
Nos bastidores, aliados do presidente destacam que o corte no PAC é uma medida impopular, mas necessária para manter credibilidade junto ao mercado e às instituições financeiras. A oposição, por outro lado, deve explorar o tema como sinal de enfraquecimento da capacidade de investimento público.
Apesar das reduções, o governo reafirma o compromisso de garantir a conclusão das obras prioritárias e busca alternativas de financiamento, incluindo parcerias com a iniciativa privada e organismos internacionais.
