Política

Bolsonaro muda interlocução no meio evangélico

Ex-presidente passa a se aproximar do bispo Robson Rodovalho, enquanto articulações políticas e religiosas ganham novo protagonismo no cenário nacional.

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No fim do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro promoveu uma mudança significativa em sua interlocução com o segmento evangélico. O espaço anteriormente ocupado pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, passou a ser compartilhado — e em parte substituído — pelo bispo Robson Rodovalho, líder da Igreja Sara Nossa Terra.

Além de ter acompanhado Bolsonaro de perto durante o período em que esteve preso na Papudinha, o bispo mantém contato frequente com aliados próximos do ex-presidente e segue informado sobre seu estado de saúde. Segundo interlocutores, Rodovalho conversa semanalmente com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, apontada como a única pessoa com contato diário e contínuo com o ex-presidente desde a decretação da prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em março.

Líder de uma das maiores denominações evangélicas do país, com mais de 1.200 templos espalhados pelo Brasil, além de atuação em emissoras de TV, rádios e editora de livros, Rodovalho é o segundo entrevistado de uma série especial da newsletter “Jogo Político”, que aborda o cenário das principais lideranças evangélicas do país.

A série já havia trazido anteriormente o depoimento do Apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Marcha para Jesus em São Paulo, que comentou a rivalidade entre lideranças religiosas de diferentes gerações. Nesta nova etapa, o foco recai sobre a influência da política no meio evangélico e as articulações envolvendo nomes próximos ao ex-presidente.

A entrevista também aborda as dificuldades e tensões em torno da possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, em meio a debates internos e repercussões políticas recentes envolvendo aliados do grupo.

Os bastidores revelam uma movimentação cada vez mais intensa entre lideranças religiosas e atores políticos, reforçando o papel estratégico do segmento evangélico no cenário eleitoral brasileiro.

Redação Saiba+

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