Política
Praça Maria Felipa pode voltar ao antigo nome
Projeto apresentado na Câmara de Salvador propõe que espaço histórico volte a se chamar Praça Visconde de Cairu
A tradicional Praça Maria Felipa, localizada no bairro do Comércio, em Salvador, poderá passar por uma nova mudança de nome. Um projeto apresentado pelo vereador Alexandre Aleluia (Novo) propõe que o espaço volte a ser chamado de Praça Visconde de Cairu, denominação histórica que marcou a região por décadas.
Segundo o parlamentar, a praça possui grande relevância para a memória urbana da capital baiana e desempenhou papel importante na formação política, econômica e cultural da cidade ao longo de sua história. A proposta reacende o debate sobre preservação histórica, identidade cultural e reconhecimento de personagens que contribuíram para a construção da Bahia e do Brasil.
Localizada na região da Cidade Baixa, a praça foi construída no final do século XIX e se consolidou como um dos espaços mais emblemáticos do centro histórico de Salvador. Em 2024, o local recebeu o nome de Maria Felipa de Oliveira, em homenagem à heroína da Independência da Bahia.
Maria Felipa foi uma mulher negra, marisqueira e figura de destaque na luta pela independência do Brasil em território baiano. Sua atuação histórica ganhou reconhecimento oficial nos últimos anos, fortalecendo iniciativas voltadas à valorização da participação feminina e da população negra nos acontecimentos que marcaram a formação do país.
A proposta de alteração apresentada na Câmara Municipal promete gerar discussões entre representantes políticos, historiadores, movimentos culturais e a sociedade civil. Para apoiadores da mudança, o retorno ao nome original preservaria uma referência histórica consolidada na cidade. Já defensores da atual denominação argumentam que a homenagem a Maria Felipa representa um importante resgate da memória de personagens que durante muito tempo permaneceram à margem da narrativa oficial da história brasileira.
O projeto ainda deverá ser analisado pelas comissões da Câmara de Salvador antes de seguir para votação em plenário. Até lá, o tema deve continuar mobilizando debates sobre patrimônio histórico, identidade cultural e memória coletiva da capital baiana.
