Polícia
Jovem é resgatada de cativeiro
Mulher de 24 anos estava desaparecida havia cinco dias e foi localizada pela PMGO em Águas Lindas de Goiás
Uma operação da Polícia Militar de Goiás (PMGO) terminou com o resgate de uma jovem de 24 anos que estava desaparecida havia cinco dias, em Águas Lindas de Goiás. A vítima foi localizada na tarde desta sexta-feira (21) em um imóvel onde, segundo a corporação, era mantida em cativeiro pelo ex-marido, Ailton Rodrigues de Souza.
De acordo com as informações divulgadas pela polícia, a mulher foi encontrada ferida, amordaçada e presa por algemas, cordas e correntes de ferro. Ela também utilizava uma máscara no rosto, que teria sido colocada para impedir que seus pedidos de socorro fossem ouvidos.
O desaparecimento ocorreu na segunda-feira (17), quando a jovem saiu de casa, na região da Morada da Serra, e seguiu de mototáxi para uma clínica médica localizada na Barragem 1. Imagens de câmeras de segurança registraram a saída dela do estabelecimento, sendo esse o último registro antes do desaparecimento.
Segundo a PMGO, a vítima teria sido abordada pelo ex-companheiro após deixar a clínica. As investigações apontam que ela foi levada para o imóvel e permaneceu no local durante os dias seguintes.
Suspeito foi preso
O cativeiro foi localizado depois que equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste abordaram Ailton em uma via pública. O homem também constava como desaparecido desde terça-feira (18).
Durante a abordagem, o suspeito teria tentado fugir e reagido à prisão, mas acabou contido pelos policiais. A partir da verificação de endereços relacionados a ele, a equipe chegou ao imóvel onde a vítima estava.
No local, os agentes apreenderam um veículo, uma arma de fogo, medicamentos sedativos, algemas, cordas e correntes. Após o resgate, a jovem recebeu atendimento e relatou às autoridades ter sido vítima de violência sexual durante o período em que permaneceu em poder do suspeito.
Ailton Rodrigues de Souza foi preso em flagrante e deverá responder pelos crimes relacionados ao caso, incluindo sequestro, cárcere privado e estupro. A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás.
