Brasil
Morre Amelinha Teles, aos 81 anos
Escritora e militante foi vítima da ditadura militar, denunciou as violações cometidas pelo regime e se tornou referência na luta pelos direitos das mulheres
Morreu aos 81 anos Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, escritora e militante que marcou a história da luta pelos direitos humanos no Brasil. Vítima da ditadura militar, ela se tornou uma das vozes de denúncia contra as violações cometidas durante o regime.
A morte de Amelinha foi comunicada por amigos nas redes sociais, onde diversas personalidades lamentaram o falecimento e prestaram homenagens à ativista.
Entre as manifestações, Manuela d’Ávila destacou a trajetória de resistência de Amelinha e sua importância para a luta pelos direitos das mulheres no Brasil.
“Hoje nos despedimos de Amelinha Teles, uma mulher, uma mãe, uma militante que resistiu à ditadura e foi essencial para a luta dos direitos das mulheres no Brasil”, afirmou d’Ávila.
Prisão e tortura durante a ditadura
Amelinha Teles foi presa em 1972, durante a ditadura militar, e levada para o DOI-CODI de São Paulo, órgão de repressão política utilizado pelo regime.
Segundo relatos prestados por ela ao longo dos anos, Amelinha foi submetida a sessões de tortura durante o período em que esteve presa. Em seus depoimentos, ela apontou o então comandante do DOI-CODI de São Paulo, o major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, como um dos responsáveis pelas torturas.
A experiência vivida durante a repressão marcou sua trajetória e contribuiu para que Amelinha se tornasse uma importante denunciante das violações cometidas durante a ditadura militar.
Legado na defesa dos direitos humanos
Após o período de repressão, Amelinha manteve sua atuação política e social, dedicando parte de sua vida à defesa da democracia, dos direitos humanos e dos direitos das mulheres.
Sua trajetória passou a ser lembrada como símbolo de resistência diante da violência política e da perseguição promovida pela ditadura.
Com sua morte, aos 81 anos, Amelinha Teles deixa um legado de luta, memória e defesa dos direitos humanos no Brasil.
