Política

Marcelo Werner é cotado para ministério de Lula

Secretário de Segurança Pública da Bahia aparece entre os nomes lembrados para comandar uma possível nova pasta no governo federal. Criação do ministério depende do avanço da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional.

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Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a composição do próximo governo começa a movimentar os bastidores da política nacional. Nesse cenário, o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, voltou a ser apontado como um possível nome para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública.

Integrante da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Werner é considerado um dos quadros de destaque da administração estadual e tem experiência na área de segurança pública. Seu nome já havia sido mencionado anteriormente nas discussões sobre a criação de uma pasta federal específica para o setor, proposta defendida por Lula.

A possível nomeação, no entanto, depende dos próximos passos do governo federal. A criação do Ministério da Segurança Pública está condicionada ao avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que deverá ser analisada pelo Senado Federal. A proposta busca ampliar a articulação entre a União, os estados e o Distrito Federal no enfrentamento à criminalidade.

Números da segurança pública na Bahia

Os indicadores de violência registrados na Bahia estão entre os fatores que colocam a atuação de Marcelo Werner no centro das discussões sobre segurança pública. Apesar de o estado continuar enfrentando desafios nessa área, dados apresentados pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apontam uma redução no número de mortes violentas.

De acordo com os números citados no levantamento, a Bahia registrou 6.578 vítimas de mortes violentas intencionais em 2023, figurando entre os estados com os maiores números absolutos de ocorrências dessa natureza no país.

Em 2025, o total informado foi de 5.473 mortes violentas intencionais, uma redução de aproximadamente 16,8% em relação a 2023. Já entre janeiro e setembro de 2026, dados da própria SSP-BA indicaram uma queda de 21% nas mortes violentas em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados são utilizados pela gestão estadual para destacar os avanços das ações de segurança pública. Entretanto, os números também evidenciam a dimensão do desafio enfrentado pelas autoridades baianas, especialmente no combate aos homicídios e à atuação de organizações criminosas.

A eventual chegada de Werner ao governo federal poderia levar para o debate nacional a experiência acumulada na Bahia, estado que enfrenta dificuldades históricas no enfrentamento à violência.

Quem é Marcelo Werner?

Natural de Salvador, Marcelo Werner é delegado da Polícia Federal e assumiu o comando da Secretaria da Segurança Pública da Bahia em 2023, no início do governo de Jerônimo Rodrigues.

Graduado em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), o secretário construiu sua carreira na Polícia Federal, onde ocupou funções estratégicas em diferentes áreas de atuação.

Entre os cargos exercidos estão o de chefe do Setor de Inteligência Policial, chefe substituto da Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Superintendência Regional da PF na Bahia e chefe substituto da Delegacia de Polícia de Imigração.

Werner também atua na formação de profissionais da corporação. Desde 2021, é professor de técnicas operacionais da Polícia Federal e possui experiência como instrutor de armamento e tiro. Além disso, integra o Grupo de Pronta Intervenção (GPI), unidade especializada em operações de maior complexidade.

Sua trajetória reúne experiência em investigação, inteligência policial, repressão ao tráfico de drogas e operações especializadas, áreas consideradas estratégicas para o enfrentamento à criminalidade.

Ministério da Segurança Pública está em discussão

A criação de um Ministério da Segurança Pública separado da estrutura atualmente responsável pela Justiça e Segurança Pública é uma proposta que voltou ao debate nacional diante da necessidade de ampliar a coordenação das políticas de combate à violência.

O presidente Lula já manifestou interesse em criar uma pasta específica para o setor. A iniciativa, porém, está vinculada à tramitação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional.

A proposta busca estabelecer mecanismos para fortalecer a integração entre as forças de segurança federais e estaduais, além de ampliar a participação da União no planejamento e na execução de políticas públicas voltadas ao combate à criminalidade.

Caso o ministério seja criado, a escolha do titular será uma decisão estratégica para o governo federal, considerando a dimensão dos desafios relacionados à violência, ao tráfico de drogas, às organizações criminosas e à atuação das forças policiais.

Nesse contexto, Marcelo Werner aparece entre os nomes lembrados para a possível função, principalmente por sua experiência na Polícia Federal e pelo trabalho desenvolvido à frente da segurança pública baiana.

Até que haja uma definição oficial, entretanto, a eventual indicação deve ser tratada como uma possibilidade, e não como uma nomeação confirmada.

Possível ida de Werner para Brasília movimenta a política baiana

Uma eventual saída de Marcelo Werner do governo estadual também teria repercussões na administração de Jerônimo Rodrigues, que precisaria definir um substituto para o comando da Secretaria da Segurança Pública da Bahia.

A pasta ocupa uma posição estratégica na gestão estadual, especialmente diante da necessidade de reduzir os índices de violência e ampliar as ações de prevenção e repressão ao crime.

A possível transferência de Werner para o governo federal também representaria a presença de um quadro da administração baiana em uma área de grande relevância na estrutura nacional.

Enquanto a criação do ministério depende da tramitação da PEC da Segurança Pública, o nome do secretário permanece no radar das discussões sobre a composição do próximo governo Lula.

A definição sobre o futuro da pasta e de seu eventual titular deverá depender das decisões do governo federal e do andamento das negociações no Congresso Nacional.

Redação Saiba+

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