Política

Senador Marcos do Val volta dos EUA e é obrigado a usar tornozeleira eletrônica

Ministro Alexandre de Moraes aplicou nova medida após parlamentar driblar proibição de viagem internacional com passaporte diplomático

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Foto: Mateus Bonomi

A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta segunda-feira (4), uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para aplicar tornozeleira eletrônica no senador Marcos do Val (Podemos-ES). A medida foi executada no Aeroporto de Brasília, logo após o parlamentar retornar de viagem aos Estados Unidos, em descumprimento de determinações judiciais anteriores.

Apesar de ter os passaportes apreendidos por ordem do STF, o senador conseguiu embarcar para o exterior utilizando seu passaporte diplomático, que não foi localizado pela PF durante operação realizada em 2023. A saída do país ocorreu por Manaus (AM), contrariando a decisão judicial que proibia sua viagem internacional.

Em vídeo gravado nos EUA e divulgado nas redes sociais, Marcos do Val afirmou que não estava foragido, mas viajando com a filha para a Universal Studios, em Orlando. “Alexandre de Moraes recebeu com 15 dias de antecedência todas as informações: voo, hotel, ingressos. Não estou fugindo”, declarou o senador.

Senador Marcos do Val publicou foto no aeroporto após afirmar que viajou para os Estados Unidos Foto: Reprodução/@marcosdoval

A nova medida imposta por Moraes se baseia no descumprimento das cautelares anteriores, o que motivou a aplicação da tornozeleira eletrônica como forma de monitoramento. Além disso, o parlamentar segue investigado por tentar arquitetar um plano para anular o resultado das eleições presidenciais de 2022, e também responde a inquérito por ofensas dirigidas a investigadores da Polícia Federal.

Em agosto de 2023, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de R$ 50 milhões das contas do senador e a apreensão de seus passaportes, incluindo o diplomático. Na ocasião, os agentes da PF estiveram em endereços ligados a ele em Vitória (ES), mas não encontraram o documento oficial, que estaria em seu gabinete parlamentar, em Brasília.

A situação reacende o debate sobre o uso de prerrogativas parlamentares, o alcance das medidas cautelares impostas pelo STF, e o embate constante entre membros do Congresso e o Judiciário em investigações de grande repercussão nacional.

Redação Saiba+

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