Política
Jerônimo diz apoiar decisão judicial sobre Bolsonaro: “Não faço festa, mas concordo”
Governador da Bahia defende cumprimento da lei e critica silêncio de aliados do ex-presidente diante da prisão domiciliar decretada por Alexandre de Moraes.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quinta-feira (7) a prisão domiciliar imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida, que integra as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, gerou forte repercussão nacional e foi tratada com firmeza pelo chefe do Executivo baiano.
Durante cerimônia de sanção da lei do programa Bahia Alfabetizada, realizada no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador, Jerônimo afirmou que, embora não celebre a decisão, apoia o cumprimento rigoroso da lei.
“Eu não celebro, não faço festa, mas concordo com o que está sendo feito no sentido de que a Justiça possa punir aqueles que desobedecem à lei. Todos nós estamos sujeitos às regras da lei. Ninguém pode passar por cima da Constituição, não existe cargo maior ou menor que o que a lei estabelece”, declarou o governador.
Jerônimo também ressaltou que é direito de Bolsonaro recorrer à Justiça por meio de sua defesa, mas, enquanto a decisão judicial estiver válida, ela deve ser respeitada.
“Se um juiz, um ministro, estabeleceu as regras, temos que recorrer com bons advogados ou cumprir. Enquanto a determinação estiver mantida, temos que respeitar. É assim que funciona a democracia”, afirmou.
A fala do governador ocorre no contexto da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que é investigado por tentativa de golpe, ataques ao sistema eleitoral e outros delitos relacionados à contestação do resultado das eleições de 2022, nas quais foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Críticas ao silêncio dos aliados
Jerônimo também criticou o que classificou como “silêncio seletivo” de aliados políticos do ex-presidente, cobrando um posicionamento público diante da gravidade das acusações.
“Quem está em cima do muro precisa dizer: vai defender ou não o ex-presidente? Vai manter que ele está certo ou errado? Porque até agora, o time dele defendeu. Mas agora estão em silêncio. Por quê?”, questionou.
Apesar das críticas, o governador destacou que o momento não deve ser transformado em disputa partidária, reforçando o caráter legal da medida.
“É uma questão jurídica. Não é mais política. Já saiu do âmbito da política. E é importante que o Brasil veja isso com seriedade”, completou.
