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Trump comemora tarifas sobre importações: “Bilhões agora fluem para os EUA”

Medida afeta diretamente 94 países, incluindo o Brasil, e reforça estratégia do ex-presidente para impulsionar economia americana em meio à corrida eleitoral

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As chamadas “tarifas recíprocas”, exaltadas pelo presidente americano, Donald Trump, no que definiu como o Dia da Libertação, 2 de abril, foram atualizadas nesta quinta-feira Foto: Daniel Torok

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou publicamente nesta quinta-feira (7) a entrada em vigor das chamadas “tarifas recíprocas”, que afetam 94 países e visam, segundo ele, corrigir décadas de desequilíbrio comercial em prejuízo dos EUA. As novas taxas foram aplicadas a partir da 1h01 (horário de Brasília) e abrangem desde produtos agrícolas a itens industriais.

“É meia-noite!!! Bilhões de dólares em tarifas estão agora fluindo para os Estados Unidos da América!”, escreveu Trump em sua conta na plataforma Truth Social, ao celebrar o início da cobrança. A medida vem sendo promovida como um dos pilares da sua agenda econômica para um possível segundo mandato.


Tarifa de 10% para o Brasil e 40% adicionais por “perseguição a Bolsonaro”

O Brasil está entre os países atingidos. Os produtos brasileiros passam a ser taxados com 10% de tarifa-base, além de outros 40% adicionais, justificados por Trump como retaliação à “perseguição judicial” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Países que se aproveitaram dos Estados Unidos por muitos anos começarão a pagar o preço justo. Os recursos agora vão para onde sempre deveriam ter ido: para o povo americano”, publicou Trump. Em outra postagem, ele classificou a medida como resposta direta à “injustiça internacional contra aliados conservadores” e fez críticas ao Judiciário americano:
“A única coisa que pode frear a grandeza dos EUA é um tribunal de esquerda radical que quer ver nosso país falhar!”


“Dia da Libertação” e estratégia eleitoral

As tarifas fazem parte do que Trump chamou de “Dia da Libertação”, anunciado ainda em abril como uma ofensiva contra países que, segundo ele, “drenaram empregos e dinheiro dos EUA”. A política é vista como um esforço para mobilizar sua base eleitoral, especialmente em estados industriais afetados pela globalização.

Economistas apontam que a medida pode pressionar aliados comerciais históricos e elevar tensões diplomáticas, mas também trazer ganhos de curto prazo para setores produtivos internos.

Nos bastidores, aliados de Trump dizem que a medida também serve como mensagem direta à China e ao bloco europeu, além de marcar posição contra governos de esquerda na América Latina.


Impacto global e reação brasileira

O Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas tarifas, mas fontes do governo brasileiro indicam preocupação com o impacto sobre setores como o agronegócio, siderurgia e tecnologia. A taxa adicional imposta ao Brasil — associada diretamente ao caso Bolsonaro — foi recebida como “inusitada e politizada” por analistas.

Com mais de 90 países atingidos, a nova taxação deve gerar repercussões globais nos próximos dias, especialmente com a expectativa de retaliações e novos embargos comerciais em fóruns multilaterais.

Redação Saiba+

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