Mundo
Trump comemora tarifas sobre importações: “Bilhões agora fluem para os EUA”
Medida afeta diretamente 94 países, incluindo o Brasil, e reforça estratégia do ex-presidente para impulsionar economia americana em meio à corrida eleitoral

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou publicamente nesta quinta-feira (7) a entrada em vigor das chamadas “tarifas recíprocas”, que afetam 94 países e visam, segundo ele, corrigir décadas de desequilíbrio comercial em prejuízo dos EUA. As novas taxas foram aplicadas a partir da 1h01 (horário de Brasília) e abrangem desde produtos agrícolas a itens industriais.
“É meia-noite!!! Bilhões de dólares em tarifas estão agora fluindo para os Estados Unidos da América!”, escreveu Trump em sua conta na plataforma Truth Social, ao celebrar o início da cobrança. A medida vem sendo promovida como um dos pilares da sua agenda econômica para um possível segundo mandato.
Tarifa de 10% para o Brasil e 40% adicionais por “perseguição a Bolsonaro”
O Brasil está entre os países atingidos. Os produtos brasileiros passam a ser taxados com 10% de tarifa-base, além de outros 40% adicionais, justificados por Trump como retaliação à “perseguição judicial” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Países que se aproveitaram dos Estados Unidos por muitos anos começarão a pagar o preço justo. Os recursos agora vão para onde sempre deveriam ter ido: para o povo americano”, publicou Trump. Em outra postagem, ele classificou a medida como resposta direta à “injustiça internacional contra aliados conservadores” e fez críticas ao Judiciário americano:
“A única coisa que pode frear a grandeza dos EUA é um tribunal de esquerda radical que quer ver nosso país falhar!”
“Dia da Libertação” e estratégia eleitoral
As tarifas fazem parte do que Trump chamou de “Dia da Libertação”, anunciado ainda em abril como uma ofensiva contra países que, segundo ele, “drenaram empregos e dinheiro dos EUA”. A política é vista como um esforço para mobilizar sua base eleitoral, especialmente em estados industriais afetados pela globalização.
Economistas apontam que a medida pode pressionar aliados comerciais históricos e elevar tensões diplomáticas, mas também trazer ganhos de curto prazo para setores produtivos internos.
Nos bastidores, aliados de Trump dizem que a medida também serve como mensagem direta à China e ao bloco europeu, além de marcar posição contra governos de esquerda na América Latina.
Impacto global e reação brasileira
O Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas tarifas, mas fontes do governo brasileiro indicam preocupação com o impacto sobre setores como o agronegócio, siderurgia e tecnologia. A taxa adicional imposta ao Brasil — associada diretamente ao caso Bolsonaro — foi recebida como “inusitada e politizada” por analistas.
Com mais de 90 países atingidos, a nova taxação deve gerar repercussões globais nos próximos dias, especialmente com a expectativa de retaliações e novos embargos comerciais em fóruns multilaterais.
Mundo
Trump diz que autorizou resposta militar caso seja assassinado
Presidente dos Estados Unidos afirma que deixou instruções para uma retaliação de grande escala contra o Irã em caso de atentado à sua vida

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10) que deixou instruções para que as Forças Armadas norte-americanas realizem um ataque de grandes proporções contra o Irã caso ele seja assassinado. Segundo o chefe da Casa Branca, a resposta militar seria de uma intensidade “nunca antes vista” pelo regime iraniano.
Durante entrevista concedida ao jornal New York Post, Trump declarou acreditar que continua sendo um dos principais alvos de Teerã e afirmou que o governo iraniano tenta atentarem contra sua vida há anos. De acordo com o presidente, já existe uma orientação previamente estabelecida para que uma ofensiva militar seja desencadeada caso um atentado contra ele seja concretizado.
A declaração amplia a tensão diplomática entre Estados Unidos e Irã, em um momento de elevada preocupação internacional com a estabilidade no Oriente Médio. As relações entre os dois países permanecem marcadas por conflitos políticos, sanções econômicas e episódios de confronto indireto nos últimos anos.
Especialistas avaliam que manifestações dessa natureza tendem a aumentar a atenção da comunidade internacional diante dos riscos de uma escalada militar na região. Ao mesmo tempo, as declarações reforçam o clima de vigilância em torno da segurança do presidente norte-americano e das estratégias adotadas pelo governo dos Estados Unidos para responder a possíveis ameaças.
O episódio reacende o debate sobre segurança nacional, política externa e os impactos que um eventual agravamento das tensões entre Washington e Teerã pode provocar no cenário geopolítico mundial.
Mundo
Escalada no Oriente Médio acende alerta para economia
Especialista avalia que tensão geopolítica amplia riscos para combustíveis, inflação e juros, mas cenário ainda depende da evolução do conflito

A recente escalada das tensões no Oriente Médio voltou a chamar a atenção dos mercados internacionais e acendeu um sinal de alerta para os impactos sobre a economia global. Apesar da preocupação, especialistas avaliam que o novo cenário não altera imediatamente as perspectivas para combustíveis, inflação e juros no Brasil, embora aumente os riscos que precisam ser acompanhados.
Antes da retomada das tensões, a combinação de queda nos preços do petróleo, redução das incertezas geopolíticas e possibilidade de retirada gradual de subsídios vinha contribuindo para diminuir a pressão sobre os preços dos combustíveis, refletindo positivamente nas expectativas para a inflação e na curva de juros brasileira.
Segundo Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia e ex-chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do Banco Central, o anúncio do fim do cessar-fogo com o Irã, feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a consequente intensificação do conflito na região não significam, por si só, uma reversão do cenário econômico observado nas últimas semanas.
O especialista ressalta, no entanto, que o agravamento da situação geopolítica pode provocar volatilidade no mercado internacional, especialmente no setor de energia, caso haja impactos relevantes sobre a oferta de petróleo ou sobre as rotas comerciais estratégicas.
A expectativa dos agentes econômicos permanece voltada para os próximos desdobramentos da crise no Oriente Médio, que poderão influenciar o comportamento das commodities, da inflação e das decisões de política monetária nos principais mercados, incluindo o Brasil.
Mundo
Papa Leão XIV cobra acolhimento a migrantes
Pontífice defende maior proteção e integração durante visita à ilha de Lampedusa, símbolo da crise migratória no Mediterrâneo

O Papa Leão XIV fez um apelo à Europa neste sábado (4) para que amplie os esforços de proteção, acolhimento e integração de migrantes, durante uma visita à ilha italiana de Lampedusa, um dos principais pontos de chegada de pessoas que atravessam o Mar Mediterrâneo em busca de segurança e melhores condições de vida.
A viagem do pontífice teve forte significado humanitário e político. Lampedusa é considerada a principal porta de entrada para milhares de migrantes vindos da África, muitos dos quais enfrentam uma travessia perigosa em embarcações precárias para alcançar o território europeu.
Durante sua visita, Leão XIV reforçou a necessidade de políticas voltadas à dignidade humana, defendendo que os países europeus assumam uma postura mais solidária diante da crise migratória. O papa destacou a importância de promover não apenas o acolhimento, mas também a integração social daqueles que chegam ao continente em situação de vulnerabilidade.
A mensagem também foi interpretada como um posicionamento direcionado aos líderes da União Europeia e dos Estados Unidos, em um momento marcado pelo endurecimento de políticas migratórias e pelo crescimento de discursos contrários à imigração em diversas partes do mundo.
Nos últimos anos, Lampedusa tornou-se um dos maiores símbolos da crise migratória internacional, recebendo milhares de pessoas que fogem de conflitos armados, perseguições, crises econômicas e desastres humanitários em seus países de origem. O desafio da gestão dos fluxos migratórios continua sendo um dos temas centrais da agenda internacional.
Ao defender uma resposta baseada na solidariedade e na cooperação entre as nações, o Papa Leão XIV reafirmou o compromisso da Igreja Católica com a proteção dos migrantes e refugiados, destacando que o respeito à vida e aos direitos humanos deve permanecer como prioridade diante das crises globais.
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