Política

Wajngarten nega plano de fuga de Bolsonaro para a Argentina

Ex-secretário de Comunicação afirma que ex-presidente nunca cogitou deixar o Brasil, apesar de documento de pedido de asilo encontrado pela Polícia Federal

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O advogado Fabio Wajngarten e o ex-presidente Jair Bolsonaro após depoimento na PF em Brasília Foto: Wilton Junior

BRASÍLIA — O advogado e ex-secretário de Comunicação de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, negou nesta terça-feira (20) a existência de qualquer plano do ex-presidente para fugir do Brasil em direção à Argentina. A declaração ocorre após a Polícia Federal encontrar, no celular de Bolsonaro, uma minuta de pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei, documento que teria sido editado pela última vez em fevereiro de 2024.

Segundo Wajngarten, o ex-presidente “nunca cogitou sair do Brasil”, reiterando que os celulares de Bolsonaro e do tenente-coronel Mauro Cid eram utilizados como verdadeiros “aeroportos de mensagens” ou “muros de lamentações”, recebendo inúmeros textos, sem que houvesse apreciação ou decisão efetiva. “Essa é a verdade. O resto é vazamento criminoso para dividir e constranger”, escreveu o advogado em uma de suas redes sociais.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Wajngarten lembrou que, no final de janeiro de 2024, quando Bolsonaro estava em sua casa em Angra dos Reis (RJ), surgiram rumores sobre uma possível prisão pela Polícia Federal. Na ocasião, a corporação realizou uma operação para apreender celulares de Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, no âmbito da investigação sobre desvios na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Diante desse cenário, o advogado admite que a sugestão de asilo político pode ter chegado a Bolsonaro por terceiros, mas reforça que a hipótese nunca foi considerada de maneira concreta. “Nunca ouvi falar de fuga para nenhum lugar. Nem Israel, nem Argentina. Nada”, afirmou.

As declarações surgem em meio à crescente pressão judicial sobre Bolsonaro, que já cumpre medidas cautelares e se mantém em prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Redação Saiba+

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