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Tarcísio cancela viagem a Brasília em meio a articulações por anistia a Bolsonaro

Governador de São Paulo recua de ida ao Congresso após pressão por declarações contra Alexandre de Moraes

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Tarcísio de Freitas cancela ida a Brasília Foto: Pablo Jacob/Governo SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cancelou nesta segunda-feira (15) sua viagem a Brasília, onde, segundo fontes, participaria de articulações em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros condenados pela tentativa de golpe de Estado.

A informação foi confirmada pela assessoria do governo paulista, mas sem justificativa oficial. O embarque estava previsto para as 16h30, porém, Tarcísio permaneceu no Palácio dos Bandeirantes em agenda interna.

Pressão após fala contra Moraes

O cancelamento ocorre poucos dias depois de Tarcísio chamar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “tirano”, durante ato político na Avenida Paulista, em 7 de setembro. A declaração provocou forte reação de setores que até então viam o governador como figura moderada no cenário nacional.

Orientado por aliados, Tarcísio optou por evitar novos desgastes públicos e reduzir a exposição política. Nos últimos dias, manteve apenas um compromisso público — no dia 8, na Fiesp, quando participou do lançamento do 4º edital do Programa Acordo Paulista de Recuperação Judicial. Desde então, acompanhou à distância o julgamento de Bolsonaro no STF.

Atuação discreta, mas alinhada

Um aliado ouvido reservadamente afirmou que, apesar do recuo momentâneo, Tarcísio tem atuado intensamente nos bastidores para angariar apoio de parlamentares de centro e centro-direita em torno da anistia. Segundo esse interlocutor, o discurso na Paulista não foi um deslize, mas sim reflexo de uma estratégia política alinhada ao ex-presidente.

Não há dúvidas sobre a lealdade de Tarcísio a Bolsonaro neste tema”, disse o aliado.

Enquanto isso, o governador segue cumprindo agenda interna no Palácio dos Bandeirantes, em meio à pressão do bolsonarismo para acelerar as negociações no Congresso.

Redação Saiba+

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