Brasil
Brasileiro é extraditado da Itália após condenação por tentativa de homicídio
Marlon Gerolin foi condenado a mais de 10 anos de prisão por espancar um comerciante durante uma discussão motivada por som alto; crime ocorreu em 2005, no interior de São Paulo
O brasileiro Marlon Gerolin, condenado a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime fechado, foi extraditado da Itália e retornou ao Brasil para cumprir a pena por tentativa de homicídio qualificado. O caso teve origem em uma agressão ocorrida há mais de duas décadas, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
Gerolin havia sido preso em Turim, na Itália, em 21 de outubro de 2025. Após o processo de extradição, ele desembarcou em território brasileiro na segunda-feira (24) e deverá cumprir a sentença determinada pela Justiça.
Segundo informações do Ministério Público de São Paulo, a condenação ocorreu pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Discussão por som alto terminou em agressão
O episódio aconteceu em dezembro de 2005, quando o comerciante Ricardo Alexandre da Silva teria pedido que o volume do som de um carro fosse reduzido. De acordo com a acusação, a vítima morava nas proximidades de um bar e fez o pedido porque sua filha estava chorando.
Após a solicitação, os acusados teriam aumentado o volume do som e iniciado as agressões. Ricardo foi espancado com socos e chutes por dois homens, sofrendo ferimentos graves.
A violência provocou consequências severas para a vítima. Ricardo permaneceu 16 dias em coma e, posteriormente, apresentou sequelas, incluindo perda do olfato, do paladar e da audição do lado esquerdo.
Julgamento ocorreu anos depois
Apesar de o crime ter acontecido em 2005, o julgamento só foi realizado 17 anos depois, em dezembro de 2022. Com a condenação definitiva e a localização de Marlon Gerolin no exterior, as autoridades brasileiras deram início aos procedimentos necessários para seu retorno ao país.
A prisão na Itália ocorreu anos após o crime, e a extradição permitiu que o condenado fosse encaminhado ao Brasil para o cumprimento da pena estabelecida pela Justiça.
O caso chama atenção pelo longo intervalo entre a agressão e a efetivação da prisão no Brasil. Após quase duas décadas do crime, o condenado retornou ao país para cumprir a sentença em regime fechado.
