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Consultora é presa por suspeita de fraude no IPTU em Salvador

Maria Isabel Regueira foi localizada no Aeroporto de Salvador ao retornar da Espanha e é apontada como uma das líderes do esquema investigado pela Operação Valor Venal

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A consultora Maria Isabel Regueira Regueira, de 60 anos, foi presa no sábado (19), no Aeroporto Internacional de Salvador, ao retornar da Espanha. Ela é investigada por suposta participação em um esquema de fraude envolvendo o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de imóveis de alto padrão na capital baiana.

Segundo as investigações, a consultora é apontada como uma das líderes do grupo e teria atuação direta na negociação com proprietários de imóveis e na formalização de contratos destinados à revisão do IPTU.

Quinta prisão da operação

A prisão ocorreu dois dias após a deflagração da Operação Valor Venal, realizada na quinta-feira (17), em Salvador. Maria Isabel foi localizada por equipes da Polícia Civil dentro de uma aeronave, no momento do desembarque.

Ela é apontada como uma das duas consultoras que fariam parte da estrutura responsável pela articulação das supostas fraudes. Conforme as investigações, as profissionais mantinham contato com proprietários de imóveis e participavam da condução das operações que resultavam em alterações nos dados cadastrais das propriedades.

Na primeira fase da operação, quatro pessoas foram presas: dois despachantes, uma consultora e uma ex-servidora com vínculo terceirizado. Esta última é apontada nas investigações como responsável pela execução de alterações no cadastro imobiliário da Secretaria Municipal da Fazenda de Salvador (Sefaz).

Além das prisões, quatro servidoras da Secretaria Municipal da Fazenda foram afastadas das funções por determinação judicial.

Como funcionaria o esquema

De acordo com as investigações, os despachantes seriam responsáveis por captar proprietários de imóveis e terrenos de alto padrão interessados em reduzir o valor do IPTU.

Após a contratação, os clientes eram encaminhados às consultoras, que ficariam responsáveis pelas negociações e pela formalização dos contratos.

As investigações apontam ainda que o grupo teria promovido alterações em informações cadastrais dos imóveis no sistema da Sefaz, incluindo dados como o ano de construção e outros atributos utilizados no cálculo do valor venal.

Com a modificação desses dados, o valor atribuído aos imóveis poderia ser reduzido e, consequentemente, também ocorreria uma diminuição do IPTU devido pelos proprietários.

Sefaz diz que denunciou irregularidades

A Secretaria Municipal da Fazenda de Salvador informou que a investigação teve origem em uma denúncia apresentada pela própria pasta à Polícia Civil, em fevereiro de 2026.

Segundo a secretaria, as possíveis irregularidades também foram identificadas durante uma auditoria interna. Após tomar conhecimento dos fatos, a Sefaz informou que comunicou as autoridades policiais e instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias e buscar a responsabilização de possíveis envolvidos.

A Operação Valor Venal segue com os trabalhos de investigação para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar a extensão das possíveis fraudes relacionadas ao cadastro imobiliário e à cobrança do IPTU em Salvador.

Redação Saiba+

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